Você sabia que, segundo estatísticas do INSS, os transtornos psicológicos ocupam a 3ª posição entre as causas de concessão de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez? No Sudeste já ocupa a 2ª posição.

Persistindo as tendências atuais, em até 10 anos, o transtorno mental será a principal causa de incapacidade para o trabalho, perdendo apenas para as doenças cardíacas.

Os principais transtornos observados são: Depressão, Estresse, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), Síndrome do Pânico, Transtorno Bipolar e Síndrome de Burnout (síndrome do esgotamento profissional).

Mais triste que esta realidade, é o preconceito. Sim, porque, se você tem, por exemplo, uma fratura na perna ou qualquer outra lesão física, ninguém vai duvidar de você e de seu sofrimento. Mas se você tem uma lesão psíquica, você pode ouvir que é só uma “frescura”, preguiça de ir trabalhar, falta do que fazer, entre outros julgamentos que, apesar de velados, são nitidamente percebidos.

Quando falamos em segurança do trabalho, pensamos no cuidado com as lesões físicas, como evitar a tendinite, problemas de coluna, apoio para os pés, etc. E das lesões psíquicas, como estamos cuidando?

É preciso evoluir, e muito, neste sentido, e o principal objetivo deste artigo é conscientizar que o sofrimento psíquico é tão sério quanto o físico, e precisa ser respeitado e tratado com dignidade.

Quem é portador destes transtornos não precisa de pena, compaixão, piadas de mau gosto ou desprezo. Precisam de ajuda e respeito. Afinal, o ser humano não tem manual e o que te garante que amanhã não pode ser você enfrentando estas tempestades mentais? Como você gostaria de ser tratado?

Mas o que causa esses transtornos? Porque meu colega teve depressão? Porque minha colega parece que vai surtar de vez em quando?

Entre a sanidade e a doença, existem as características individuais que definem como será a reação dos indivíduos aos fatores externos, por isso duas pessoas podem reagir de forma diferente mesmo sendo expostas à mesma situação. É como diria o grande Jean Paul Sartre: “Não importa o que fizeram com você, mas o que você faz com o que fizeram com você”.

O seu psíquico, a forma como o seu psicológico age hoje é o resultado da sua história de vida, das suas vivências, e principalmente  de como você encara as situações da vida, porque você é o responsável pelas suas escolhas e pela forma como você vê a vida. Existem situações que você não controla (perdas, doenças, etc), mas você escolhe como vai reagir a elas.

O modo como você vê o mundo determina o seu funcionamento psíquico e automaticamente, a sua propensão a desenvolver transtornos mentais.

A linha tênue, o grande perigo está na forma como você lida com as tensões, com as cobranças, e se toda essa realidade gera em você um determinado nível de estresse que vai criar um terreno perfeito para que se instalem os transtornos mentais.

O Estresse, a correria e pressão do dia-a-dia, pode ser visto como um inimigo (uma ameaça) ou como um aliado (um desafio a ser superado).

Então, pelo bem da nossa sanidade mental, temos duas opções: mudar a vida ou mudar o modo de encarar a vida!

E se não está conseguindo lidar de forma saudável com a realidade, não hesite em buscar ajuda, é possível vencer esses obstáculos. Não desista de você! Pode ser difícil, mas se você quiser, você consegue! Eu acredito em você, e você?

Vanessa dos Santos Azevedo Ferreira

Psicóloga com MBA em Gestão de Pessoas. Atuação em Psicologia Organizacional, Avaliação Psicológica e Psicologia Clínica na abordagem cognitivo-comportamental. Idealizadora do Projeto Firme, porém Sensível que tem por objetivo disseminar conteúdo sobre Psicologia, a busca pelo equilíbrio emocional nas organizações e assuntos relacionados, através de palestras, workshops, cursos, e-books e outras ferramentas.

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