COMPORTAMENTO

Serial killer: não é um personagem surreal, mas uma pessoa comum

Uma série da Netflix conta a história do serial killer Jeffrey Lionel Dahmer, que assassinou 17 homens entre 1978 e 1991. A crueldade de seus crimes chocou a sociedade americana, pois cometeu estupros, necrofilia e canibalismo.

Dahmer era considerado uma criança “feliz”, porém, seu temperamento mudou quando passou por uma cirurgia. Conforme crescia, se tornava cada vez mais solitário e sem afeto, seu pai estava ocupado com o trabalho e sua mãe era viciada em remédios.
Na escola era visto como “estranho”, em uma tentativa de se entrosar com seus colegas. Ele bebia para esquecer as maldades que pensava, dissecava animais mortos e tinha um cemitério particular nos fundos de sua casa.

Dahmer executou seu primeiro assassinato, após sua formatura do colegial. Na adolescência tinha uma fantasia de ver homens inconscientes, a fim de abusar dos seus corpos. Então, passou a frequentar bares gays, drogando suas vítimas para matá-las.

Além disso, comeu corações, fígados, bíceps e partes das coxas de suas vítimas. Ele escolhia aquelas que viviam à margem da sociedade, porque não chamariam atenção da polícia.

Dhamer foi diagnosticado como borderline, esquizofrênico e psicótico, contudo, foi considerado legalmente capaz e condenado à prisão perpétua. Em 28 de novembro de 1994, foi espancado até à morte por outro detento, com quem cumpria pena numa prisão de segurança máxima.

Portanto, Dhamer não foi um personagem surreal, mas uma pessoa como tantas outras, que – dão sinais neurológicos sutis – que irão cometer crimes com requintes de sadismo.

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Jackson Buonocore
Sociólogo, psicanalista e escritor

Imagem de capa: divulgação série “Dhamer”

Jackson César Buonocore

Jackson César Buonocore Sociólogo e Psicanalista

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