Seus sonhos são avisos? Segundo estudo, muitas pessoas pensam que sim

Por Sidarta Ribeiro

Ainda hoje, muitas pessoas interpretam sonhos como aviso ou premonição digna de orientar ações de compra e venda, casamentos, ocorrências trágicas, viagens, contratos e apostas a dinheiro. Numa pesquisa realizada por pesquisadores das universidades Carnegie Mellon e Harvard com  passageiros do metrô, a maioria dos entrevistados declarou que os sonhos têm impacto efetivo em seu comportamento cotidiano, influenciando suas relações sociais (67%) e tomada de decisões (52%). Essa influência foi justificada pela crença de que os sonhos podem prever o futuro (68%).

Foi pedido aos participantes que imaginassem possuir um bilhete marcado para viagem aérea e lhes foi perguntado como reagiriam caso experimentassem um dos quatro cenários alternativos a seguir: alerta de ameaça terrorista, pensamento consciente na vigília sobre um possível acidente aéreo, sonho sobre um acidente aéreo e notícia sobre um acidente aéreo real. Curiosamente, os participantes declararam ter mais possibilidade de alterar seus planos de viagem em resposta ao sonho do que em qualquer outro cenário – até mesmo no caso de acidente de verdade.

Tecnologia pode ajudar a ter sonhos lúcidos

Muita gente já experimentou a sensação de se perceber sonhando. Algumas pessoas conseguem até mesmo controlar o que está acontecendo por alguns momentos. Conhecida como sonho lúcido, essa experiência é estudada por pesquisadores de várias universidades no mundo que buscam desvendar o que acontece no cérebro quando isso ocorre e desenvolver técnicas para facilitar os sonhos conscientes, não raro associados à melhora da criatividade e à resolução de problemas.

Agora, estudantes de engenharia elétrica e computacional da Universidade da Flórida desenvolveram o projeto de um dispositivo que pode induzir o cérebro a ter sonhos lúcidos.  Colocado como uma faixa ao redor da cabeça, o Aurora, como é chamado, contém eletrodos que mapeiam as ondas cerebrais e os padrões de movimento ocular e detectam quando a pessoa entra no sono REM (rapid eye movement), estágio em que ocorrem os sonhos. Nesse momento, o Aurora emite sobre os olhos luzes de determinada intensidade, de maneira a ajudar o usuário a perceber que está sonhando, aumentando as chances de vivenciar as cenas de forma consciente.

Os padrões de sono são enviados, via Bluetooth, para um aplicativo desenvolvido para smartphones que os registra. O aparelho está sendo construído graças à verba conseguida pelos seus criadores, representados pela empresa iWinks, por meio do site de financiamento coletivo Kirckstarter.

TEXTO ORIGINAL MENTE E CÉREBRO

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