De acordo com uma nova pesquisa, as mulheres são mais afetadas por acontecimentos estressantes, como morte de alguém próximo, uma doença e até mesmo a perda do celular. Realizado por pesquisadores da Sociedade de Fisiologia no Reino Unido, o estudo também constatou que o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, teve um impacto maior para as mulheres do que para os homens.
Realizado por pesquisadores da Sociedade de Fisiologia no Reino Unido, o estudo também constatou que o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, teve um impacto maior para as mulheres do que para os homens.
A pesquisa avaliou dados de 2.000 pessoas britânicos, que foram convidadas a estipular o nível de estresse provocado por diferentes acontecimentos. Segundo a análise, em todos eventos as mulheres apresentaram níveis mais altos que os homens. Porém, houveram situações em que ambos deram notas parecidas sobre o estresse, como a ameaça do terrorismo e a chegada do primeiro filho.
Os resultados variaram um pouco em diferentes regiões do Reino Unido. Para os pesquisadores, a área mais estressada foi a Escócia, enquanto os mais ?relaxados” foram os moradores do Sudeste da Inglaterra.
Além disso, a idade também influenciou nas respostas. Os participantes indicaram sendo que o estresse aumentou com a idade e com problemas de longo prazo, como doenças ou prisão.
Contudo, verificou-se uma exceção à regra com relação à perda do smartphone, que teve notas altas entre os mais jovens e os mais velhos. O objetivo da pesquisa é mostrar os efeitos do estresse no organismo em uma época em que a internet trouxe uma carga extra de exposição às pessoas.
“Embora muitas pessoas estejam cientes do efeito do estresse sobre o bem-estar mental, também é importante considerar o impacto sobre os sistemas do corpo. Seu cérebro, sistemas nervosos e hormonais reagem ao estresse e afeta seu coração, sistema imunológico e sistema gastrointestinal. Quando o estresse é prolongado, esses efeitos em todo o corpo pode resultar em doenças como úlceras ou aumento do risco de ataque cardíaco”, revelou Dra. Lucy Donaldson, presidente do Comitê de Política da Sociedade Fisiológica.
Imagem de capa: Shutterstock/Sergey Nivens
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