Por Sérgio Cavalcanti
Feliz de quem tem um mentor, um grilo falante de plantão, um pitaquista usual; pode dar o nome que quiser. Luke Skywalker, em Star Wars, tinha o seu e se chamava Yoda: verde, baixinho, cara de duende, orelhas grandes, do tamanho da sua sabedoria. Luke o conheceu bem jovem e suas palavras ia fazendo cada vez mais sentido a medida que ele ia ficando mais maduro.
É assim com os mentores: suas palavras viram ecos presentes e constantes, antecipam aprendizados,encurtam caminhos e dão a dimensão da nossa própria ignorância, do quanto precisamos aprender. Ter um mentor é antes de tudo um atestado de humildade, de admitir que não sabemos, que é preciso aprender sempre e, quem sempre aprende, cresce, se desenvolve.
Outro papel importante do mentor é nos trazer de volta das ego trips que embarcamos quando acreditamos em muitas bobagens que nos dizem e, pior, naquelas que dizemos para nós mesmos. Algumas vezes os mentores tem aquele papel de sinais gigantes de PARE, nos cruzamentos da vida em que estamos prestes a passar a cem por hora. Em outras eles são aquele empurrão que precisamos para fazer o que nosso coração pede mas nossa cabeça não permite.
Ter um mentor é aprender a confiar, confiando; é acreditar em dar e receber, é um exercício de formação de um ser humano melhor e, em última análise, de um novo mentor. Por isso tudo, se você ainda não tem um, fique atento pois segundo os budistas, quando o aluno está pronto o professor aparece.
TEXTO ORIGINAL DE BRASILPOST
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