Apesar do termo “perdão” quase sempre levar as pessoas a relacioná-lo ao aspecto religioso, o perdão transcende os limites da religiosidade e se constitui num dos mais poderosos facilitadores dos relacionamentos humanos.

A eficácia do perdão está comprovada cientificamente, sendo um dos meios mais eficazes para sarar relacionamentos. Experiências sugerem que o perdão tem um papel importante no que diz respeito a redução da depressão e da ansiedade, assim como também foi ligado a aumentos de auto-estima. No ambiente onde ocorrem experiências de perdão, as pessoas sentem-se mais leves, livres de culpa, sem estresse e desequilíbrio emocional, pois o ato de perdoar produz benefícios, para a saúde física e psicológica.

Perdoar é como liberar sentimentos ruins que estão armazenados em nosso íntimo, contaminando nossa vida. Quando guardamos e congelamos nossas amarguras, sem nos permitir resolver nossas pendências, essas continuarão como feridas abertas, nos tornando potenciais candidatos a somatização, devido cargas emocionais sem solução.

Sei que perdoar não é um processo simples, pois não é fácil lidar com o poder da ofensa ou da perda. Mas a maneira correta de lidar com essas questões amargas deve ser esta: Devemos zerar a nossa conta negativa a partir do exercício do perdão, fazendo constantemente uma faxina emocional e recomeçar uma nova caminhada junto das pessoas com as quais nos desentendemos.

A experiência de perdoar tem mostrado que sempre colhemos bons frutos pelo seu exercício em nossa vida. O perdão também vai proporcionar, a partir do retorno da comunicação, um ambiente mais harmonioso, prazeroso, se configurando num espaço de produção de vida.

Aproveite então para iniciar esse processo ainda hoje em sua vida!

Pedro Leite

* Graduado em Psicologia pela FAESA-ES; * Pós-Graduado em Gestalt-terapia Clínica PELA MULTIVIX-ES; * Pós-Graduado em Terapia Cognitivo Comportamental pela UNIARA-SP.

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