Por Sofía Macías
Ah, o amor! Quando estamos nessa fase de borboletinhas no estômago e “não, desliga você; não, é melhor você” queremos compartilhar tudo com os responsáveis por nossas insônias… tudo, menos nossos imbróglios financeiros.
Mas como é importante! Estima-se que o dinheiro seja a terceira causa de divórcio, só depois da infidelidade e da falta de comunicação (pensando bem, a falta de comunicação conta duas vezes, porque é o principal problema em relação ao dinheiro), segundo um estudo publicado na Mexico Quarterly Review, da Nueva Época da Universidad de las Américas (UDLA).
Nossa educação por si só não é muito aberta a questões de dinheiro: “Não fale de dinheiro na frente das crianças”. “Não é de bom tom falar de dinheiro à mesa.” “Não pergunte, vai parecer interesseiro ou interesseira.” E esses aprendizados só se potencializam em nossa vida romântica.
O complicado é que manter o assunto do dinheiro em modo mudo, em vez de reduzir os problemas, na maioria das vezes causa outros: dívidas que crescem por não se tomar uma atitude a tempo, disputas por nunca se ter negociado determinados gastos, frustrações devido a metas diferentes para as quais não se tem recursos…
Talvez pareçamos loucos psicóticos se citarmos o tema no primeiro encontro ou depois de dois meses saindo, enquanto ainda somos um protocasal, então a medida salomônica talvez seja o etéreo “quando se começar a fazer planos com a pessoa”.
O curioso é que há muitos acontecimentos no meio que cumprem essa função sem que o casal esteja a ponto de ir morar juntos ou prometer fidelidade até que a morte os separe: fazer uma viagem, economizar para um show ou uma meta importante que implique planejamento financeiro e se queira compartilhar (fazer um mestrado, comprar uma casa, adotar um cachorro), por exemplo.
Às vezes pedir um conselho ou perguntar sobre a perspectiva financeira de um assunto ajuda muito a conhecer o parceiro. Se de cara, para comprar um carro, eu recomendar que você se endivide até as orelhas e “viva a vida”, porque não se sabe se vamos estar vivos amanhã, você terá um bom indício de que necessita de um pouco de educação financeira.
Essa é uma grande pergunta: muitos casais procuram A fórmula de como dividir seus gastos, quem deve pagar o que e o que se deve fazer quanto às dívidas passadas… mas lamentavelmente, assim como no amor, a equação perfeita não existe.
Podemos lançar mão da negociação, dos argumentos e do que funcionar para os dois segundo as crenças, rendas, metas…
Isso não quer dizer que se tenha de esperar para ver se por acaso o tema aparece sozinho. Quando o assunto já está “mais sério” há alguns exercícios que podem ser úteis para começar:
O maior problema de falar sobre dinheiro tem a ver com o fato de não ser um tema cotidiano e não o abordarmos até que seja absolutamente impostergável (como quando a dívida é insustentável ou surge uma emergência). Se começamos a entender o dinheiro como outra das facetas da compatibilidade e de aprendizagem conjunta, certamente tiraremos uma fonte de problemas de nossa relação.
Imagem de capa: Shutterstock/Tsifanskaya Maria
TEXTO ORIGINAL DE EL PAÍS
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