Para atingir o fenômeno desobediência, é preciso entender que o fator desobedecer significa contrariar a autoridade paterna, neste caso os pais, rebelar-se contra o comando imposto pelo meio, ao passo que o domínio é uma influência qualquer aceita no meio que exige respeito e confiança.
Sendo assim, a desobediência se manifesta através de três características importantes, são elas:
Passividade: a criança ouve, fica quieta e faz o que quer;
Enfrenta e vencer a autoridade pela negativa: “Não quero”, “Não posso”.
Negativismo, ou seja, agir pelo não. Realiza os atos que se lhe disser para não realizar. Na família, todos são transformadores e participantes de uma maneira particular da vida e da história da criança e do adolescente. Deste modo, pais avaliem o seu comportamento e depois considerem a consequência no seu filho ou sua filha.
Observando nos atendimentos e nas orientações aos pais, como é difícil para os progenitores aceitarem que a desobediência do filho tem a ver com a sua conduta, aceitar que não consegue dizer não aos seus filhos e que o desempenho deles é reflexo do desempenho dos pais. Esses comportamentos de aceitação da desobediência dos filhos podem ser devido a uma rejeição vivida, uma insegurança, um sentimento de culpa, entre outros.
Analisando a família, é possível verificar que o filho não é isolado do pai e da mãe, e sim interconectado, visto que o primeiro contato social da criança se inicia com a família. É comum que quando a criança desobedece aos pais, eles tendem a ter a reação positiva como, por exemplo, corrigir brincando ou nem corrigir e permanecer sorrindo. Este ato passa ser uma forma de reforça o comportamento da criança e do adolescente.
Concluindo, deixo uma reflexão: A consequência do comportamento do filho pode ser causa da conduta dos pais?
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