DESTAQUES PSICOLOGIAS DO BRASIL

Estimulação do aparelho auditivo pode reduzir os sintomas do Parkinson

Um novo estudo conduzido pela Universidade de Kent mostrou que a estimulação suave e controlada do canal auditivo pode ajudar a reduzir os sintomas da doença de Parkinson.

O estudo randomizado e controlado – que foi realizado em 46 indivíduos com doença de Parkinson – mostrou que a estimulação duas vezes ao dia por dois meses foi associada a uma redução significativa nos sintomas motores e não motores da doença.

Os participantes relataram maior movimento e mobilidade, e mostraram melhorias na tomada de decisão, atenção, memória, humor e sono. Os participantes também disseram que, ao final do estudo, acharam mais fácil realizar atividades cotidianas sozinhos.

A maioria dos ganhos terapêuticos foi maior cinco semanas após o término do tratamento, sugerindo que o tratamento pode ter efeitos duradouros.

“Esses sintomas são muitas vezes não tratados ou mal tratados e têm um impacto particularmente prejudicial na qualidade de vida, e seu tratamento é uma necessidade chave não atendida”, disse o professor Ray Chaudhuri, diretor do Centro Nacional de Excelência Parkinson Foundation, no King’s College Hospital.

A terapia de estimulação foi realizada em casa usando um fone de ouvido portátil produzido exclusivamente para investigações clínicas pela Scion Neurostim, uma empresa norte-americana de dispositivos. Os participantes continuaram a tomar sua medicação regular de reposição de dopamina enquanto usavam o dispositivo “fácil de usar”.

O estudo, que foi publicado no início desta semana na revista Parkinsonism and Related Disorders , foi conduzido pelo professor David Wilkinson, da Kent School of Psychology.

Estes resultados baseiam-se em outro estudo, conduzido pelo grupo de pesquisa de Wilkinson, que mostrou que a estimulação suave da orelha interna também pode melhorar os sintomas neurológicos associados a acidente vascular cerebral e traumatismo cranioencefálico.

“Este estudo levanta a intrigante possibilidade de que alguns aspectos da doença de Parkinson podem ser melhor geridos se as terapias medicamentosas tradicionais forem combinadas com a estimulação suave e não invasiva dos órgãos do equilíbrio”, disse Wilkinson.

O professor Chaudhuri disse que ficou muito animado com os resultados. “Alcançar a eficácia generalizada e os ganhos duradouros nos aspectos motores e especificamente não motores da doença de Parkinson seriam bastante novos, e melhorias nos sintomas não motores seriam especialmente notáveis.”

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Traduzido por Psicologias do Brasil do original de Good News Network.
Imagem destacada: Reprodução/Good The Week.

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