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Psicóloga explica por que devemos permitir que amigos sofram ao invés de tentar animá-los

A psicóloga estadunidense Megan Devine se dedicou a responder uma pergunta que muitos se fazem: Por que será que, quando tentamos ajudar ou animar alguém que esteja sofrendo, é raro que nossos esforços realmente cheguem a resultados transformadores?

Megan estuda a experiência de sofrimentos intensos por perda, como falecimentos de crianças e bebês, crimes violentos, acidentes,  ou desastres naturais. E sua conclusão pode causar surpresa: não se deve tentar animar alguém em sofrimento ou contornar essa dor, a melhor ajuda é mesmo reconhecer e respeitar a dor da pessoa em questão, e principalmente deixa-la sofrer.

“Animar as pessoas, dizendo que elas devem ser fortes e perseverar, ajudar as pessoas a seguir em frente não funciona de fato”, diz a psicóloga, autora do livro Refuge in Grief, sobre o tema.

Para ajudar as pessoas a entenderem sua inesperada conclusão, Megan criou em seu canal no Youtube uma animação. Pode parecer contraintuitivo, mas o jeito de melhor ajudar as pessoas, de acordo com a psicóloga, é deixa-las sentir a dor do momento, conversando, porém respeitando o momento de dor, sem tentar diminuí-lo ou contorná-lo. “Isso é verdade para perdas imensas e também para dores cotidianas”, diz a psicóloga.

A mais perfeita exemplificação da teoria que a psicóloga defende está presente na animação que ela criou, por meio de uma citação:  “A alma humana não deseja ser aconselhada, consertada ou salva; ela simplesmente quer ser vista, exatamente como ela é” diz o educador Parker Palmer. Ela própria enfrentou uma dor do tipo: seu companheiro faleceu por afogamento diante dela em 2009. “Nos primeiros dias de meu luto, um diálogo real – uma ajuda real – era extremamente difícil de conseguir”, conta Megan.

“À época pouca gente falava do sofrimento sem tratá-lo como uma patologia ou simplesmente um infortúnio que deveria ser resolvido para que se retornasse à sua vida normal e feliz”, conta.

Foi a busca por apoio verdadeiro e principalmente real compreensão – “com todos os becos sem saída, decisões tortas e desapontamentos”, ela diz – de sua dor que a levou a realizar o trabalho a que hoje Megan se dedica. A animação pode ser vista na íntegra, em inglês, abaixo.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Hypeness.
Imagens: Reprodução.

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