O motivo pelo qual as pessoas procuram a terapia varia, mas o Autoconhecimento é um dos mais alegados. Já é passivo entre os profissionais de Psicologia que pessoas em sofrimento são as que mais procuram o consultório. E então, no decorrer da terapia que acabam adentrando em conteúdos desconhecidos e inexplorados, melhorando o autoconhecimento.

É fato que muitas pessoas buscam terapia querendo ter um conhecimento mais aprofundado sobre si. Porém, na maioria das vezes, esse “motivo” é substituído por vários outros e no decorrer da terapia descobre-se que esse é apenas um motivo “bonito”, depois se revela questões e problemas bem complexos, porém não tão “bonitos”.

Cada indivíduo possui uma história de vida e é ela o palco de várias experiências e vivências, algumas positivas e outras negativas. A psicoterapia poderá sim, proporcionar um autoconhecimento, mas o caminho nem sempre é fácil. Ao entrar em contato consigo, a pessoa se depara com a sua “sombra” (um lado oculto e muitas vezes negado).  Esses conteúdos internos, na maioria das vezes é negado e ativam vários tipos de resistências do indivíduo.

Não é mito que durante a terapia, o paciente irá passar por várias fases e é esperado que com o tempo comece a acontecer uma melhora na qualidade de vida do sujeito. E a melhora, muitas vezes não é a cura propriamente dita, mas a aceitação. E aceitar muitas vezes significa perdoar e abandonar o sentimento de culpa, que é muito presente nos indivíduos e ao longo da vida vão se transformando em sofrimentos.

O autoconhecimento pode ser definido como um mergulho em questões mais profundas e que interferem de forma significativa na vida do indivíduo. O tempo é um fator muito importante. Existem pessoas que vivem presas ao passado, outras negam o passado e vivem ansiosamente o futuro e outras que também não vivenciam o presente, mais sim ficam transitando ora no passado e ora no futuro. E nessa incoerência no tempo vivenciando, o autoconhecimento pode sim mostrar se existe uma incongruência nesse aspecto que pode estar atrapalhando a vida do sujeito. E esperado também que ajude o indivíduo a compreender o limite entre o “eu” e o “outro” e dessa forma ajudando a minimizar determinados tipos de sofrimentos. Em outras palavras, muito do que se atribui ao outro é meu… E muita coisa é minha, mas projeto no outro…

A psicoterapia, quando bem aproveitada e bem conduzida,  proporciona a oportunidade do indivíduo ter uma visão diferenciada em relação a sua vida e suas relações. E independente do motivo pelo qual o paciente tenha buscado a terapia, espera-se que ele saia com um conhecimento mais aprofundado sobre si.

Em resumo, a Psicologia é uma ciência que pode e deve ser procurada quando o indivíduo anseia fazer um estudo mais aprofundado das suas questões e processos, já que embora seja um motivo incomum, é bastante plausível. E quando procurada é praticamente impossível que o indivíduo não comece a perceber a riqueza de conteúdos presentes e inexplorados dentro de si e o  quanto pode ser positiva essa jornada.

Juliana Alves

Bacharel em Direito,PUC-GO e Graduanda do 10º Período de Psicologia, IESB-DF. Escritora na área de Psicologia, Psicanálise e Psicopedagogia. Pós Graduada em Gestão Estratégica em Instituições Públicas e Psicopedagogia.

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