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Entender as memórias e segredos do inconsciente é vital para nossa saúde!

Boa parte dos nossos hábitos do cotidiano são inconscientes, ainda que sejam iniciados de modo espontâneo. Freud defendia que apenas uma pequena fração das nossas memórias encontra-se ativada, demarcando os limites da consciência, usou a metáfora do iceberg como um modelo da mente, onde a maior parte está submersa.

Uma das principais funções do inconsciente é manter o equilíbrio da nossa psique, pois o inconsciente é a nossa bagagem de memórias e segredos, que nos alimenta sempre de imagens, sinais e símbolos. Mas repousam no inconsciente lembranças de experiências que vivemos, que por alguma razão, teimamos em reprimir.

Os impulsos induzidos pelo inconsciente referem as reminiscências traumáticas reprimidas, que são trazidas ao estado de consciência de maneira disfarçada, através dos sonhos, tiques nervosos, erros na fala ou atos falhos, etc. O inconsciente pode nos colocar em contato com sentimentos viscerais, para tanto, é preciso prestar atenção nesses sinais, que pode nos prejudicar ou ajudar a tomar decisões sensatas no dia a dia.

Mesmo vivendo em sociedades complexas, nossos instintos mais primitivos permanecem em nosso inconsciente. Porém, as forças externas: família, escola, religião, ou seja, a sociedade, que é representada pelo ego, impõe limites à nossa vontade com base no “princípio da realidade”, sendo o fio condutor na interação entre sujeito e ambiente externo, impedindo que os instintos se aflorem.

Assim, somos obrigados a controlar os nossos instintos frente à sociedade, porque eles são regidos pelo Id, isto é, pelo “princípio do prazer” que está localizado na zona inconsciente da mente, que desconhece a realidade consciente, lhe atribuindo um caráter amoral. Mas na prática eles não desaparecem para sempre, porque podem ser ativados pelos impulsos escondidos.

No inconsciente esses instintos podem ter várias significações para cada pessoa, que na maioria dos casos é incapaz de perceber isso, que pode se traduzir em sentimentos de ódio, morte, medo, culpa, desejo, etc. Esse conteúdo que se encontra latente no inconsciente é interpretado pela psicanálise, que trazer à tona as representações ocultas e estabelece novas relações de significante-significado.

Além disso, precisamos considerar o superego, um poderoso componente moral e social, que   irá dominar o sujeito, retroalimentando o inconsciente. A cultura também é a responsável de fazer com que os instintos no inconsciente não se realizem, gerando o recalcamento, que é o ato de dominar, de concentrar, de reprimir aspirações, desejos e instintos.

Portanto, o inconsciente é uma rede de significados e significantes ocultos em nossa mente, que está estruturado na linguagem, que através do método catártico o sujeito consegue eliminar os seus afetos patogênicos, ligados a fala é pelo qual estes afetos são eliminados. Entender as memórias e segredos do inconsciente é vital para nossa saúde psíquica!

Imagem de capa: Shutterstock/agsandrew

Jackson César Buonocore

Jackson César Buonocore Sociólogo e Psicanalista

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