As pesquisas têm apontado, repetidas vezes, que a traição é um dos principais motivos que abalam os relacionamentos, em um mundo em que o respeito ficou para trás e muitas vezes a mentira acaba falando mais alto. Errar é humano, mas dependendo da circunstância da mentira, ela trará muito sofrimento a pessoa traída.
Definitivamente o que acaba com a vivacidade de uma relação é a descoberta da infidelidade – que pode ser uma das mais sofríveis vivências. A deslealdade no relacionamento causa a pessoa traída sentimentos de decepção, humilhação e constrangimento. A traição também gera remorso, vingança e revanche. Geralmente, nessa fase cresce a sensação de impotência e o desespero da reconquista.
Não há nada mais aniquilador para um relacionamento do que a perda da confiança. A pessoa que mente, acaba com as chances de o amor dar certo e assim a relação nunca mais será a mesma. É mais fácil perdoar uma fraqueza momentânea do que uma mentira. Aliás, é mais fácil perdoar o mentiroso que assume sua fraqueza, do que perdoá-lo quando se descobre a mentira através de outra pessoa, afinal ninguém gosta de ser enganado.
Os jogos de seduções, as teses de certos psicanalistas que defendem que trair revigora os relacionamentos, as novelas que banalizam as traições – vêm colaborando para o fim trágico das relações. Isto é a cultura do provisório, mas os casais inteligentes sabem lidar com as ciladas hedonistas, bem como estão preparados a dizer “um sonoro não” as paixões efêmeras.
Parece clichê, mas não é, a psicologia tem ensinado que o amor é uma construção diária, que precisa de cuidados constantes nas relações dos namorados, maridos e esposas ou casais homoafetivos. Como diz o Papa Francisco: “Estar juntos e saber amar-se para sempre é o desafio dos casais. Viver juntos é uma arte, um caminho paciente e fascinante que tem regras que se podem resumir exatamente naquelas três palavras: posso, obrigado e desculpe”.
Portanto, a melhor forma de barrar as traições que desejam pairar sobre os relacionamentos, é a decisão firme dos casais de não abrir mão – em hipótese alguma – do diálogo, do respeito e da confiança, que sãos os pilares de uma relação, que podemos comparar como obras de artes tradicionalmente moldadas por sopro e trabalhadas, esmerilhadas e polidas pelas mãos de especialistas.
Imagem de capa: Shutterstock/vectorfusionart
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