O comportamento de apegar-se é entendido como a forma que uma pessoa busca alcançar ou manter proximidade de outro indivíduo considerado capaz, importante ou que lhe supra alguma necessidade.

A maneira de como uma pessoa vivencia seus vínculos, principalmente durante a infância, vai ter grande influência na maneira como ela estabelece suas relações na vida adulta, seja no trabalho e/ou relacionamentos conjugais, isso porque é por meio dessas relações primárias que a pessoa aprendeu “como deve ser”.

Quando ainda se é bebezinho, a criança começa a discriminar por meio do som da voz aqueles que lhe são familiares, e logo, os seus rostos. O primeiro vínculo da criança é com a mãe, sendo que essa dita “mãe” – aquela pessoa que faz o papel de cuidadora, podendo ser uma avó, tia, madrinha, ou aquela pessoa que está maior parte do tempo nos cuidados e presença dessa criança.

Cabe lembrar que, por isso, a criança muitas vezes chora quando vê uma pessoa que não é de seu convívio. Temos costume de dizer “Ah, ela estranhou você”. Isso ocorre nessa fase porque o rosto ou voz daquela nova pessoa não é familiar àquela criança.

Assim, a criança vai escolher a pessoa à qual irá apegar-se, sendo mãe, pai, irmãos e até tios, avós, ou seja, aquela que está mais presente e representando maior suprimento de suas necessidades.

Quando nos apegamos e estabelecemos vínculos, buscamos uma segurança na pessoa escolhida. No trabalho, por exemplo, elegemos os nossos colegas de preferência, aqueles com quem temos maior intimidade para dividir também questões pessoais. Esse vínculo ocorre porque buscamos nos adaptar e sobreviver nos ambientes em que habitamos. Em uma relação conjugal, nos vinculamos a uma pessoa por termos identificação com ela – a famosa afinidade. Apegamo-nos a ela por querer suprir nossas necessidades. A forma como iremos nos apegar a ela será estabelecida de acordo com a forma que aprendemos a fazê-lo na infância com nossos familiares, professores, colegas da escola.

O apego ocorre o tempo todo na vida das pessoas, independente de que fase esteja infância, adolescência, fase adulta, na terceira idade. A formação de vínculo com as pessoas ocorre para que nos sintamos vivos, pois o ser humano é a única espécie que não sobrevive sozinho. O único ser que precisa de outro para se alimentar no início de sua vida e ao decorrer dela, busca a socialização como forma de sobrevivência na sociedade. Por isso, vincular-se a alguém, além de ser prazeroso, é vital.

Geysianne Marquezólo

Psicóloga Esp.CRP14/ 05130-9 Docente na Faculdade de Educação, Tecnologia e Administração de Caarapó- FETAC Psicologia Forense. Psicóloga Clínica Telefones: (67) 9926-7723 / (67) 8454-9565 Comercial: (67) 3463-1568

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