Discriminação afeta saúde física e mental de idosos, diz OMS

Atitudes negativas em relação a pessoas idosas têm consequências para a saúde física e mental dessa população, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Idosos que se sentem um fardo percebem suas vidas como menos valiosas, colocando-se em risco de depressão e isolamento social. Além disso, pesquisa indicou que idosos com opiniões negativas sobre seu próprio envelhecimento não se recuperam bem de deficiências e vivem, em média, 7,5 anos a menos que pessoas com atitudes positivas.

Estudo produzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que atitudes negativas ou discriminatórias contra idosos prejudicam a saúde física e mental dessa população, um dado preocupante divulgado às vésperas do Dia Internacional das Pessoas Idosas, lembrado no sábado (1).

O estudo ouviu mais de 83 mil pessoas em 57 países, avaliando as atitudes de pessoas de todas as faixas etárias em relação aos idosos. Os mais baixos níveis de respeito foram relatados em países de alta renda, segundo a pesquisa.

“Esta análise confirma que a discriminação por idade é extremamente comum. No entanto, a maioria das pessoas desconhece completamente os estereótipos subconscientes que têm sobre pessoas idosas”, disse John Beard, diretor de envelhecimento e curso de vida da OMS. “Assim como acontece com o sexismo e o racismo, é possível mudar as normas sociais. É tempo de parar de definir as pessoas por sua idade”, completou.

Atitudes negativas sobre o envelhecimento e em relação a pessoas idosas também têm consequências significativas para a saúde física e mental dessa população. Idosos que se sentem um fardo percebem suas vidas como menos valiosas, colocando-se em risco de depressão e isolamento social, de acordo com a OMS.

Pesquisa publicada recentemente aponta que idosos que têm opiniões negativas sobre seu próprio envelhecimento não se recuperam bem de deficiências e vivem, em média, 7,5 anos a menos que pessoas com atitudes positivas.

Até 2025, o número de pessoas com 60 anos ou mais duplicará e, até 2050, alcançará a marca de 2 bilhões no mundo, com a maioria vivendo em países de baixa e média renda.

“A sociedade se beneficiará desse envelhecimento da população se todos nós envelhecermos de uma forma mais saudável”, disse Alana Officer, coordenadora de envelhecimento e curso de vida da OMS. “Entretanto, para fazer isso, precisamos acabar com a discriminação por idade”.

Alana acrescentou que “a discriminação por idade assume muitas formas”. “Elas incluem retratar pessoas mais velhas como frágeis, dependentes e fora de contato, ou por meio de práticas discriminatórias como racionamento dos cuidados de saúde por idade ou políticas institucionais, como a aposentadoria obrigatória em certa idade”.

TEXTO ORIGINAL DE NAÇÕES UNIDAS

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