Entenda os fatores psicológicos que levam à constipação

Por Dr. Leonardo Peixoto
A constipação é uma das queixas mais comuns do trato gastrointestinal e acomete cerca de 17% da população brasileira. A frequência de idas ao banheiro pode variar bastante entre as pessoas e define-se constipação com base em alguns pontos, como evacuar menos de três vezes na semana, ter de fazer muito esforço toda vez que vai ao banheiro ou ter a sensação de evacuação incompleta, ter necessidade de usar manobras manuais para defecar e apresentar fezes com aspecto duro ou grumosas

Fatores como aumento de idade, falta de atividade física, dieta pobre em fibras e beber pouca água podem contribuir para quadros de constipação. Além disso, medicamentos como anti-hipertensivos da classe de bloqueadores de canais de cálcio, analgésicos opióides, antiinflamatórios não esteróides, suplementos de ferro e cálcio, antiácidos, anticonvulsivantes, antidepressivos, antiespasmódicos, antipsicóticos, antiparkinsonianos, diuréticos e quimioterápicos também podem contribuir para a constipação.

Fatores como aumento de idade, falta de atividade física, dieta pobre em fibras e beber pouca água podem contribuir para quadros de constipação. Além disso, medicamentos como anti-hipertensivos da classe de bloqueadores de canais de cálcio, analgésicos opióides, antiinflamatórios não esteróides, suplementos de ferro e cálcio, antiácidos, anticonvulsivantes, antidepressivos, antiespasmódicos, antipsicóticos, antiparkinsonianos, diuréticos e quimioterápicos também podem contribuir para a constipação.


Fazendo o diagnóstico

A avaliação inicial envolve um consulta médica com anamnese e exame físico. Deve ser avaliados tempo de constipação, hábitos alimentares, prática de atividades físicas, remédios em uso, história de doenças pregressas, história de doenças nos familiares, cirurgias e traumas.

Com base na história e exame físico, é definida a necessidade ou não de exames complementares como, exames laboratoriais como hemograma, eletrólitos, hormônio tireoidiano, glicemia, entre outros.
Tratamento

O tratamento deve ser direcionado à causa da constipação, quando esta for detectada (por exemplo, corrigir distúrbios eletrolíticos, tratar diabetes ou doença tireoidiana e trocar medicações constipantes, se possível).

De modo geral, começa-se com medidas comportamentais ensinando a importância de respeitar o reflexo evacuatório, orientando a prática de atividades físicas e a dieta. Devem ser ingeridas quantidades adequadas de fibras e água.

São vários os medicamentos usados para o tratamento desta condição, incluindo os suplementos de fibras, prebióticos, probióticos, laxantes (osmóticos, estimulantes e emolietes), supositórios e enemas, serotoninérgicos (tegaserode) e ativadores de canais de cloro (lubiprostone). Por fim, é importante lembrar tratamentos específicos de certas condições como cirurgia (como no caso de tumores, alterações anatômicas, doença de Hirschsprung, entre outras), suporte psicológico, toxina botulínica, biofeedback anorretal e neuroestimulação sacral.

TEXTO ORIGINAL DE MINHA VIDA

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