1. Nada de surras!

A literatura científica cataloga o puxão das orelhas e os tapas no bumbum como recursos extremamente ruins. “Os pais, diante do comportamento indesejável dos filhos, ficam raivosos, mas  a surra esporádica não servirá para mudar o comportamento da criança”, explica o psicólogo Ollero. Além disso, o especialista diz que essas práticas só viciam a relação entre pais e filhos a longo prazo e, embora talvez funcione no momento, formarão uma relação mais difícil de funcionar.

2. As fórmulas clássicas de disciplina não são ideais.

Numerosos estudos têm mostrado que a maioria das técnicas disciplinares clássicas, passando pelos sistemas de prisão domiciliar, são inúteis e contraproducentes. “Quando pensamos o papel dos pais como modelos para as crianças, a conexão emocional deve desempenhar um papel fundamental, estabelecendo laços de confiança e segurança para promover o desenvolvimento adequado, marcando os limites com firmeza, mas educadamente”, explica Andrea Ollero, psicólogo educativo.

Angela Pulido, também  psicóloga e diretora do Centro de árvore Pátio, aposta em implementar o modelo de Disciplina Positiva elaborado pelo psiquiatra e educador Rudolf Dreikurs, com base em “ajudar a criança no contexto dela, encorajando-a a partir dos sentimentos positivos que permitem os pequenos saberem que seus papéis também são importantes “.

3. Nada de castigos sem explicações.

Na mesma linha, a imposição de castigos em forma de atividades desagradáveis não corta a raiz do problema, apenas o adia momentaneamente.  “Fazer a criança se sentir mal não significará, necessariamente, que ela entenda o verdadeiro ensinamento que você quer transmitir”, assegura Pulido, que sugere que você informe para criança as suas razões, usando uma linguagem positiva, mostrando porque aquele comportamento não é adequado.

4. Nada de deixar seu filho sem sobremesa.

Técnica baseada na chantagem e manipulação, segundo inúmeros estudiosos, ao invés da explicação racional levará seu filho a entender que é possível obter coisas através de chantagem e manipulação. “De novo, esta prática não faz pensar, nem refletir, só leva a criança a fazer determinadas coisas para nos contentarmos”, explica Pulido, que ainda pergunta se nossa vontade é que a criança nos obedeça movida pelo medo da proibição ou se realmente buscamos que os pequenos entendam os benefícios de se comportarem bem.

5. Também nada de prometer sobremesa dupla por bom comportamento.

Trata-se de outra técnica chantagista: Se associamos educação a prêmios, como fazemos com os castigos, estamos deixando de lado as emoções profundas”, explica a psicóloga Ollero. “A necessidade de conhecer, de entrar em comunhão, é fundamental para que os atos estejam bem enraizados e motivados por uma decisão íntima e real que busca o melhor para todos.

6. Nada de mandar ao “cantinho da reflexão”.

“No momento de frustração, pais e filhos estarão dominados pelo pensamento punitivo. Os dois estarão bloqueados pela tensão do contexto, pedir para o filho que pense sozinho não fará nada além de fazer a criança pensar que seus pais são horríveis “, afirma Pulido.

Além disso, como explicam os especialistas em Educação Infantil Tina Payne e Daniel Siegel em seus livros, obrigar crianças a ficarem sozinhas pensando sobre situações ruins fará com que se perda a oportunidade de estabelecer um diálogo compreensivo, explicativo e que busque, realmente, o que se pretende: Fazer seu filho refletir para comportamentos inadequados não se repitam.

Este é um texto traduzido e adaptado, escrito originalmente por Alejandro Tovar para o Clarín

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*O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do autor e não necessariamente retrata a opinião da página e seus editores.


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