Os limites da liberdade de expressão são tênues, mas o consenso de quem entende do tema é que existem fronteiras que não podem ser ultrapassadas, mesmo quando o assunto é humor.

Quando os limites são ultrapassados há consequências tanto na esfera trabalhista quanto jurídica quando a pessoa pode responder por crime. O artigo 88 da Lei 13.146/2015 tipifica como crime a conduta: “ Art. 88 Praticar, induzir ou incitar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência.”

O humorista Leo Lins mais uma vez mostrou dificuldades em mediar as consequências de suas piadas quando, durante um de stand-up comedy, gravou uma cena dizendo que assistiu um vídeo de uma criança com hidrocefalia no Ceará e insinuou que esta era uma forma da família ter acesso à água.

O humorista alegou, segundo o Yahoo, que o vídeo teria sido divulgado pelo Teleton, a campanha solidária apoiada pelo SBT há mais de 20 anos.

As imagens, entretanto, causaram revolta e indignação entre os internautas, famílias e profissionais da área da saúde mental.

A Associação de Assistência à Criança Deficiente, a AACD, solicitou um pedido público de desculpas do humorista além de considerar o comentário inaceitável e “extremamente infeliz e capacitista”. “Esse tipo de ‘piada’ é de extremo mau gosto e incabível na sociedade em que vivemos hoje, pois vai na contramão de um mundo mais inclusivo pelo qual lutamos todos os dias”. Ainda segundo o texto, o humorista ataca pessoas com hidrocefalia, chama as pessoas com deficiência de ‘crianças com vários tipos de problemas’ e mostra desrespeito aos moradores do Ceará”.

Após a repercussão do vídeo, o SBT emitiu um comunicado afirmando o desligamento do Leo do quadro de funcionários. “Leo Lins não faz mais parte quadro de elenco do SBT”, disse o canal de Silvio Santos, que teria autorizado o desligamento.

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Imagens reprodução.

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