Leia Pierce é mãe de Jamel Myles, uma criança de 9 anos que se matou após sofrer, durante quatro dias, bullying por homofobia em sua escola em Denver, nos Estados Unidos, segundo sua mãe.

Hoje, além da dor da perda, Leia diz sentir-se responsável pela morte de Jamel justamente por não ter notado que seu filho sofria bullying.

Jamel, que alguns dias antes tinha contado para mãe que era gay, disse a mãe que não se importaria de contar às pessoas porque tinha ‘orgulho’ disso.

A notícia, ainda segundo a mãe, teria se espalhado na escola e, por falta de preparo, James foi discriminado e perseguido por outros alunos.

‘As crianças estavam falando para ele se matar’, disse a mãe.

Leia diz que gostaria de passar uma mensagem para outras crianças que, como Jamel, se identificam como gays.

“Diria que elas são lindas e especiais e não há nada nelas de diferente que deva fazê-las se sentirem menos amadas. Sejam gays ou não, elas deveriam sentir que, aonde forem, serão tratadas de forma igual a qualquer outra criança.”

A mãe de Jamel ainda gostaria de dizer algo para os pais de outras crianças.

“Ensinem seus filhos a amarem. Que é tudo bem ser diferente, porque somos todos diferentes. Ninguém é igual, e se fossemos iguais esse mundo seria muito chato. Nossas diferenças nos tornam iguais. Ensinem compaixão aos seus filhos. Ensinem respeito. Ensinem a aceitarem mais uns aos outros”, diz Leia.

“Ensinem que, se você não gosta de algo ou alguém, que está tudo bem ficar quieto e se afastar, que não é necessário dizer sempre coisas ruins, que é bom chegar para alguém e dizer ‘Ei, você é especial, você é lindo’, porque todo mundo tem dor dentro de si e todo mundo precisa de palavras de apoio.”

Leia diz que não quer que ninguém passe pela mesma dor que ela enfrenta neste momento.

“Meu filho disse que queria mudar o mundo e dar amor às pessoas. Ele não pode mais fazer isso agora, mas eu posso passar as palavras dele à frente, porque todo mundo precisa ouvir isso. Uma alma tão gentil deixou esse mundo por algo tão cruel, e quero que meu filho saiba que ele mudou o mundo para melhor por ser quem era.”

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Conteúdo adaptado pela CONTI outra. Com informações de BBC.

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