No sábado, 8 de dezembro, os 25 depoimentos da edição brasileira da mostra estarão no CIVI-CO, espaço de trabalho e colaboração voltado a empresas e organizações com propósito cívico-social, localizado em Pinheiros, das 11 às 18 horas. Nesse lugar, serão apresentadas histórias que conduzirão o público a uma viagem empática e sensorial, em relatos que refletem os temas diversidade, direitos humanos, LGBTfobia, gordofobia, educação, cultura, acessibilidade e direito à cidade.

Os donos dessas histórias também doaram seus sapatos ao projeto, que ficam disponíveis para que a vivência ocorra. Ao escolher um deles, o visitante é convidado a caminhar com os calçados pelo espaço enquando escuta o depoimento da pessoa a quem eles pertenceram. A ideia toma partido da expressão inglesa walk in someone’s shoes (caminhando com os sapatos de alguém), para propiciar a experiência de estar no lugar do outro – a essência da empatia.

 

“Essa exibição quer mostrar como empatia é fundamental para a promoção dos direitos humanos. O Museu da Empatia nasceu com o propósito de desenvolver a capacidade de conexão entre as pessoas, por meio de experiências sensoriais que exploram a potência da empatia. Acreditamos em sua capacidade para transformar as relações interpessoais, inspirar mudanças de atitude e até contribuir no enfrentamentos de desafios globais, como preconceitos, conflitos e desigualdade, por onde perpassam os direitos humanos”, conta Andréa Buoro, diretora do Intermuseus.

A instalação ‘Caminhando em seus sapatos…’ tem como título original ‘A Mile in My Shoes’ e remete ao provérbio indígena never judge a man until you have walked a mile in his moccasins (nunca julgue um homem até você ter andado uma milha em seus mocassins).

“Será um espaço para ouvir e refletir sobre experiências de vida que tocam em pontos fundamentais de nossos sentimentos, valores, crenças, percepções e atitudes”, reforça Andréa. Os relatos vão da perda à superação, do luto ao amor e do preconceito e exclusão à esperança e inspiração.

Confira alguns trechos de ‘Caminhando em seus sapatos…’:

“O mais difícil foi que, para priorizar o aluguel, eu passei muita fome. Ou eu pagava o aluguel ou eu comia. Aí, não conseguindo mais pagar o aluguel, eu fui para a rua com as crianças, embaixo do viaduto do Glicério.”

“Eu só posso falar do que eu vivo, e escutar do outro aquilo que ele vive. Eu só quero que você veja que é possível a gente existir e ser feliz do jeito que a gente é!”

A dor da minha mãe não é a mesma dor que a minha, como irmã. Minha mãe até o dia de hoje está sentada no sofá esperando o meu irmão entrar porta adentro. O desaparecimento para mim é uma morte sem fim. É uma tortura que não passa nunca mais.”

“Um dia nasceram três passarinhos aqui na minha casa. E os pais deles abandonaram o ninho. Eu tive que cuidar deles. Aquilo mostrou que eu era alguém: um serzinho acreditava em mim, precisava de mim 24 horas por dia! Ali eu percebi que eu não era uma pessoa tão inútil assim, que eu tinha uma qualidade de poder cuidar dos outros.

SERVIÇO

Museu da Empatia – Caminhando em seus sapatos…

Quando: 8 de dezembro, das 11h às 18h

Onde: CIVI-CO – Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 445 – Pinheiros

Entrada grátis | Capacidade máxima de 25 pessoas a cada 30 minutos

Agende sua visita e garanta sua entrada – https://www.eventbrite.com.br/e/museu-da-empatia-no-dia-dos-direitos-humanos-registration-53186070970

Para visitantes não agendados, haverá um número determinado de vagas disponíveis no local para todos os horários; senhas serão distribuídas por ordem de chegada.

Realização: Intermuseus e CIVI-CO

Precisa de ajuda? Conheça a nossa orientação psicológica.


*O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do autor e não necessariamente retrata a opinião da página e seus editores.


Compartilhar

RECOMENDAMOS



COMENTÁRIOS




REDAÇÃO PSICOLOGIAS DO BRASIL
Os assuntos mais importantes da área- e que estão em destaque no mundo- são a base do conteúdo desenvolvido especialmente para nossos leitores.