Tem filme que começa com “climinha de reconciliação” e termina te deixando com a sensação de que alguma coisa saiu muito, muito errado — e que você percebeu tarde demais.
“A Casa na Praia” (2019) (título original “The Beach House”) entra exatamente nessa categoria: ele não corre para assustar, prefere ir apertando aos poucos, com estranhezas que parecem pequenas… até deixarem de ser.
A história acompanha Emily (Liana Liberato) e Randall (Noah Le Gros), um casal jovem que decide passar um tempo em uma casa à beira-mar tentando salvar o que restou do relacionamento.

Só que o isolamento dura pouco: um casal mais velho, Mitch (Jake Weber) e Jane (Maryann Nagel), aparece por lá e muda completamente a dinâmica do lugar — e não demora para a noite ganhar um tom esquisito, como se o ar, a água e o entorno tivessem entrado em “modo alerta”.
O ponto forte aqui é o desconforto silencioso: o filme trabalha com tensão crescente, sinais ambientais estranhos e uma sensação de que existe uma ameaça se formando fora do alcance dos personagens (e, por alguns momentos, até do espectador).

É um suspense que gosta de deixar perguntas no ar enquanto a situação degringola — e quando você acha que entendeu “o tipo de história” que está assistindo, ele puxa para um caminho bem mais inquietante.
Na direção, Jeffrey A. Brown conduz tudo com ritmo paciente, sem ficar explicando demais, e isso ajuda o filme a funcionar como experiência: você vai captando pistas em conversas, comportamentos e detalhes do cenário, enquanto a tensão se fecha em torno do grupo.

Se bateu curiosidade: no Brasil, dá para assistir “A Casa na Praia” pelo Amazon Prime Video (segundo a listagem de disponibilidade do JustWatch).
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