Quando uma pessoa está no fim da vida (principalmente em cuidados paliativos), algumas mudanças do corpo podem assustar quem está por perto — e, às vezes, o susto vem mais do desconhecimento do que do que está acontecendo de fato.
Uma enfermeira paliativista dos EUA, Julie McFadden, que fala bastante sobre o tema nas redes, costuma citar três sinais que podem aparecer nas últimas 24 horas.
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Nem todo mundo apresenta todos eles, mas entender o que são ajuda a família a atravessar o momento com menos ansiedade.
O primeiro é o chamado “ronco da morte”. Não tem relação com dor: é um barulho causado pelo acúmulo de secreções na garganta, quando a pessoa já não consegue engolir ou tossir como antes.
Para quem está ao lado, o som pode ser bem marcante, mas a explicação é simples: o corpo vai “desligando” funções que antes eram automáticas.
O segundo sinal é a respiração agônica, uma mudança no ritmo da respiração, que pode ficar mais lenta, irregular e com pausas longas, às vezes acompanhada de suspiros mais profundos.
Esse padrão costuma aparecer quando o organismo já está com menos energia para manter o mesmo funcionamento de horas ou dias antes.
O terceiro é o que ela descreve como “olhar da morte”: a pessoa tende a ficar muito pouco responsiva, com o olhar parado, sem foco, e às vezes com olhos e boca entreabertos.
Há relatos de que, mesmo assim, alguns pacientes ainda parecem perceber a presença de familiares — por isso, manter um tom calmo, falar com carinho e evitar agitação ao redor pode ser mais importante do que muita gente imagina.
Se esses sinais surgirem de forma inesperada (fora de um contexto de doença avançada acompanhada por equipe de saúde) ou vierem junto de piora rápida, o mais seguro é procurar orientação médica imediatamente.
Em situações de cuidados paliativos, o caminho costuma ser avisar a equipe responsável para receber instruções de conforto e manejo adequado em casa, sem improvisos.
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Fonte: Itatiaia
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