Por Rafa Donini, do Primi Stili

Ler é mais do que descobrir novos universos e grandes aventuras. Aliás, ler para uma criança é, antes de mais nada, um momento delicioso de intimidade e tranquilidade que a gente divide com elas. Mais do que isso: segundo pediatras, crianças leitoras têm mais desenvoltura para resolver demandas emocionais e para se relacionar. Para os especialistas, a leitura oferece um resultado ainda melhor em pequenos com alguma deficiência ou déficit de aprendizado.

Desde 2015, a Sociedade Brasileira de Pediatria tem incentivado a campanha Receite um Livro, que também tem o apoio do clube de assinatura de livros infantis Leiturinha, responsável por implantar cantinhos de leitura nas salas de espera dos consultórios médicos, o Espaço Leiturinha.

A proposta é orientar pediatras de todo o país e receitarem livros para crianças de zero a seis anos, incluindo aquelas com deficiência, prematuras ou com problemas cognitivos. O objetivo? Investir no potencial da literatura como mediadora de questões ‘difíceis’ de tratar com as crianças.

Contar histórias oralmente, cantar narrativas, contar histórias para o bebê ainda na barriga, ler em voz alta, fazer leitura compartilhada: tudo isso configura o ato de ‘ler’ e tem um papel importante no estabelecimento dos vínculos afetivos entre a criança e a família, e também de uma criança com outra criança.

Um ato de amor

O médico e filósofo Antônio Pessanha Henriques Júnior, de Cajuru (SP), destaca que a explicação médica para o benefício da leitura envolve o sistema límbido, uma espécie de ‘gaveta’ onde o ser humano armazena os sentimentos. “O universo da leitura, e principalmente da contação de histórias, tem um envolvimento na formação de caráter de cada criança. É provável que esta ‘gaveta’ vire um ‘container’, que servirá como um banco de dados para toda uma vida”, explica ele, ouvido pelo site Catraquinha.

E qual o papel dos pais nesse incentivo à leitura?

Para o neuropediatra Marcone Oliveira, de Minas Gerais, “os pais são imprescindíveis neste momento, eles devem ser instrumentos proativos; devem estimular, orientar, conduzir e familiarizar a criança com a leitura. Faz parte do afeto, ler para uma criança é dizer ‘eu te amo, quero o seu bem’”.

Vamos lá, organizar a biblioteca dos pequenos?

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