Por Daniella Faria em seu blog

É um momento extremamente delicado quando recebemos a notícia de que nosso filho/a bateu em algum amiguinho ou apanhou, recebeu uma mordida de alguma amiga. O primeiro ponto é percebermos se em casa usamos do castigo físico para corrigir a criança. A criança que leva a palmada e não segue para o diálogo na resolução das situações em casa, tende a também resolver dessa forma as situações que vive com outras crianças, seja na escola , no parque, no prédio, etc..

Acabar com a violência na forma de correção é primordial para que ela se desenvolva, para que o diálogo possa surgir. As crianças menores são muito corporais, encontram-se no egocentrismo e essas duas questões unidas podem acarretar no tapa, ou puxão no amigo, mordidas, afinal a criança se percebe como centro ,como tudo sendo para ela . A forma de resolver é mesmo tirar da mão, empurrar, puxar. Esta é, muitas vezes a possibilidade emocional dos pequenos, natural da fase de desenvolvimento.

Cuidado

Nosso cuidado, nosso ensinamento e a parceria com a escola são pontos importantes porque a partir dos 5 anos as crianças começam a não querer mais brincar com aquele que sempre bate. Traduzir em palavras e corrigir sempre que algo assim aconteça é importante para que a criança perceba o que aconteceu e possa retomar essa relação. Esse é um ponto importante tanto para pais quanto para professores.
Se defender é outro ponto importante ,é um treino , um aprendizado lindo.

A proposta é que a violência não seja usada nessa defesa. A criança que resolve de uma maneira positiva se fortalece e ganha seu lugar. O desafio é se posicionar, seja para a própria criança, seja pedindo ajuda para o adulto responsável . Como pais podemos ajudar, podemos orientar sempre respeitando a natureza dessa criança e os meios construtivos.

Com essa segurança , a criança esta livre para se relacionar, porque afinal é capaz de se posicionar frente a esses momentos.

Imagem de capa: Por Twin Design na Shutterstock

*O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do autor e não necessariamente retrata a opinião da página e seus editores.


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