Ciúme, o veneno da relação.

O que você sente é ciúme ou zelo?  Quando tratamos das relações afetivas, podemos considerar que algumas atitudes que se tem em relação ao outro transitam entre o zelo e o ciúme doentio. Zelo pode ser entendido como um comportamento saudável, pois se trata de um cuidado especial com quem se ama, buscando preservar a relação, porém respeitando limites e vontades de cada um. Já o ciúme conduzido de forma doentia, ao contrário, traz sofrimento e dor, e muito provavelmente é um sério causador de uma relação conflituosa.

Manter sentimentos doentios desta natureza ocasiona em todos os envolvidos uma elevada sensação de angústia, prejudicando todo o Ser e causando sintomas como: perda da tranquilidade, insônia, chegando até mesmo a propiciar males físicos frutos da consequente instabilidade emocional.

E porque você sente ciúme? Muito provavelmente, uma das causas é a falta de segurança em si mesmo, alimentada por uma baixa autoestima, acrescida de alta dose de orgulho, que fere e perturba quando se vê diante de uma possível rivalidade.

Sentir ciúme, em alguns momentos, é dar vazão a um sentimento desequilibrado e acima de tudo egoísta, onde a pessoa somente está preocupada consigo mesmo e com sua satisfação, não se importando com as aspirações e desejos do outro.

Este modo de ser, aliado a uma ilusão de posse, faz com que se tenham atitudes controladoras a ponto de exigir que o outro não olhe nem faça contatos com mais ninguém, pois quer ter total exclusividade.

Triste ilusão, pois se você acha que pode manter alguém aprisionado desta maneira, esqueça. Você pode até ter a posse de bens materiais como carro, casa, relógios ou outros objetos qualquer, mas de modo algum pode se considerar dono(a) de alguém. Diante da sua exigência ou imposição talvez até consiga fazer com que o outro esteja fisicamente ao seu lado, que ele fique exclusivamente sob seus olhos, mas e quanto aos seus pensamentos?

E quanto aos seus sentimentos? Isso nem você nem ninguém pode controlar, pois cada um de nós tem liberdade para fazer escolhas e navegar por onde o pensamento e o sentimento desejam.  Nem mesmo a mãe que gera o filho no seu ventre é detentora deste direito, embora ainda vejamos mães se confundindo nesta relação.

Como controlar este jeito de ser, que muitas vezes foge a própria razão?

Comece pelo autoconhecimento, observe-se. Quando você se dispõe a perceber esta fragilidade em si mesmo, está abrindo caminho para o autocontrole, lhe permitindo buscar mecanismos de superação e autovalorização, tornando-se mais confiante na sua condição e capacidade. Busque o diálogo, pois nada melhor do que o esclarecimento mútuo para se atingir a compreensão. Respeito e liberdade podem caminhar juntos quando se tem uma relação saudável e sincera.

Considere também, que a prática do amor é a única maneira de se manter um relacionamento em harmonia. Nenhuma relação se sustenta se não houver respeito e consideração pelas necessidades e desejos do outro.

E finalmente, reflita sobre um pensamento trazido por Dalai Lama, quanto ao caminho para manter uma relação saudável e duradoura: “Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar”…. No mais, seja feliz.

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Augusto Amaral Dutra
Com atuação nas áreas de Psicologia Clínica e Organizacional. Na psicoterapia individual, possui especialidade no acolhimento de jovens, adultos e casais. Graduado pela Universidade São Judas Tadeu. Vivencia de mais de 30 anos na área corporativa em cargos de liderança nível gerencial. Formado também em Administração de Empresas pela PUC-SP e Pós-graduado em Marketing, pela ESPM. Consultório: Alameda Olga, 422 – sl 113 – Barra Funda – São Paulo/SP Fone (11) 9 9933 5486



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