Anthony Robbins, considerado um dos gênios mundiais da programação neuro-linguística e do coaching no mundo afirma que uma das chaves da nossa vida encontra-se no “poder de decisão”.

Tudo o que acontece em nossa vida – tanto aquilo com o que nos emocionamos e tudo o quanto o que nos desafia – começa com uma decisão. As decisões é que moldam o nosso destino, nos trazendo paz ou temor, saúde ou doença, alegria ou felicidade.

A pergunta que fica então é: baseado em que tomamos decisões? O que pesa em nossas escolhas de verdade? São três decisões, que você toma todos os dias, que controlam todo o seu destino. São elas: o que focalizar, o que as coisas significam para você e o que fazer para criar os resultados que deseja.

Ainda não respondemos a primeira pergunta por completo, o que falta dizer também é que sempre estaremos fazendo escolhas, tomando decisões que possam evitar que soframos com a dor e a angústia mas por outro lado possibilitem o prazer e a felicidade.

Simples assim, deu uma dor de cabeça, tomamos na hora um analgésico. Estamos sentindo-nos doentes, apáticos, procuramos o médico. Para tudo usamos praticamente de forma inconsciente esta pequena regra: “sem dor, mas com muito prazer.” E não acaba por aí a questão.

Ainda poderemos sugerir mais quatro regras, ou quem sabe podemos chamar de as quatro pedras fundamentais da nossa tomada de decisão. Que são: a razão, a emoção, a necessidade e a indução ou conselho alheio. Vejamos cada uma delas.

Existem pessoas que tomam decisões baseadas apenas nas emoções, são os chamados tipos “sentimentos” na classificação de Jung. Sua tendência de escolherem o pior e sofrerem por longo tempo é muito real, o que os angustia em demasia. Já outros baseiam-se só ou principalmente na razão, são os chamados pragmáticos ou ortodoxos ao extremo, não utilizam-se da emoção pois seu tipo é muito mais “pensamento”, portanto julgam e imediatamente escolhem a melhor opção ao seu alcance e benefício.

Muitos, para não dizer mais da metade da população do planeta Terra, tomam suas decisões baseadas principalmente na necessidade, ou seja, porque precisam, escolhem a opção que mais pode lhes trazer benefício imediato. Na sua grande maioria são muito infelizes, pois não escolhem de acordo com aquilo que gostariam mas sim daquilo que necessitam e com urgência, vivem geralmente à margem, sentem-se deslocados ou injustiçados pela sociedade e por isso também são muito explorados pelos mais pragmáticos.

O último exemplo é a decisão por indução ou conselho alheiro. Estas pessoas, como disse muito bem Sartre, não conseguem assumir a direção da peça central do palco da sua vida, escolhem porque dependem muito de conselhos alheios, gurus ou gênios de última hora que tem ótimas resoluções para os outros eliminarem seus problemas, sendo que na maioria das vezes sua própria vida pode estar uma grande confusão.

O grande problema de nossas escolhas também é que na maioria das vezes elas não são tomadas de forma consciente, mas muito mais por condicionamento, escolho assim porque sempre fiz assim, o que acarreta um preço muito alto e desgastante. Você pode não saber disso mas seu cérebro já desenvolveu um sistema interno para tomar decisões, atuando de forma automática e dirigindo todos os seus pensamentos. Só aprenderemos verdadeiramente a tomar boas decisões para nossas vidas estando conscientes delas e pesando todos os pontos em questão, não deixando que o cérebro atue no automático e que sejamos vencidos pelo nosso subconsciente.

É importante e humano fugir da dor e buscar o prazer mas será que a minha decisão agora de sentir uma dor a curto prazo não poderá me trazer um benefício ou felicidade a longo prazo? Decisões que me tragam prazer imediato não poderão estar fadadas ao fracasso e me acarretarem longas dores também a longo prazo? O “caminho do meio” ou do equilíbrio para a tomada de decisões mais sadias pode ser dosar a razão, a emoção e a necessidade. Até um conselho pode ser muito favorável para auxiliar em nossas decisões, mas sempre como mais uma ferramenta de auxílio e baseadas nessas três: razão, emoção e necessidade.

Quanto mais formos treinamento isto, mais iremos perdendo o medo de escolher, de tomar decisões, assim vamos tendo mais coragem, iremos vencendo a procrastinação, aumentando nossa alegria de viver, conquistando nosso equilíbrio emocional e aumentando nossa auto-estima, aprendendo assim, a viver de verdade e sendo bem mais felizes.

Imagem de capa: Shutterstock/Jirsak

*O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do autor e não necessariamente retrata a opinião da página e seus editores.


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Paulo Ratki
Analista e Coach Especialista em Inteligência Emocional Six Seconds Emotional Intelligence Assessment – SEI Presidente do LIDE RS Líderes Empresarias Grupo Dória

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