Depressão e suas características

A Organização Mundial da Saúde estima que pelo menos 350 milhões de pessoas no mundo, sofrem depressão.

O diagnóstico é realizado através de um conjunto de sintomas, que quando aparecem por muito tempo, causam um prejuízo funcional para a pessoa, sendo extremamente difícil fazer coisas que fazia anteriormente.

Depressão se caracteriza como um estado em que a pessoa sente um constante humor negativo, uma visão muito negativa de si mesmo, perda de interesse por coisas que antes geravam prazer, sentindo-se assim, a maior parte do tempo e durante muitas semanas, meses e até por mais tempo. Entretanto, se difere com a tristeza que é um estado de humor momentâneo e passageiro.

Através de uma tomografia computadorizada é possível observar que o cérebro de uma pessoa com depressão apresenta menor atividade. FRAZÃO (2016).

Dessa forma, as pessoas que sofrem depressão pensam diferente dos demais, levando em consideração que o cérebro deprimido possui um número reduzido de áreas ativas, alterando as funções cerebrais da pessoa.

Resumidamente, dentro do nosso cérebro existem bilhões de neurônios, células responsáveis por passar informações pelo cérebro para o corpo, por meio de impulsos elétricos enviados de um neurônio para o outro, e nas fendas sinápticas liberam neurotransmissores passando assim a informação. Contudo, a pessoa deprimida tem uma diminuição na produção de um neurotransmissor chamado Serotonina, sendo este, responsável pela transmissão de sensações de bem estar, ativando áreas do cérebro responsáveis por tal prazer. Isso explica as poucas áreas ativas no cérebro deprimido e as dificuldades que encontram em sentir-se bem.

Geralmente a pessoa deprimida demora a reconhecer que necessita de um tratamento especializado, e esse período ocasiona grande prejuízo pessoal, profissional e social.

Importante lembrar que não é válido comentários que diminuam o sofrimento da pessoa, podendo agravar os sintomas, considerando que a depressão não costuma estar sobre o controle consciente, podendo em casos graves levar ao suicídio.

Sobre o conhecimento que temos hoje sobre a depressão e como essa condição é perigosa, ainda não é levada muito a sério, muitos pensam que se trata de algo controlável e passageiro.

A depressão deve ser tratada, existem vários tipos de tratamento com grande índice de eficácia, considerando que sem ajuda profissional pode ser extremamente difícil para a pessoa lidar com a situação.

Um tratamento adequado faz toda a diferença.

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Luciane Cristina Slompo
Psicóloga, Psicopedagoga, Neuropedagoga, pós graduada em Educação Especial. CRP 08/17823. Atuo como Psicóloga Clínica em Corbélia - Paraná (45)3242-3951 - Espaço Saúde.



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