Estudo responde à velha dúvida sobre dar recompensas às crianças

Presentear ou não os filhos com bens materiais ou dinheiro como recompensa por bom comportamento. A dúvida ronda a cabeça de muitos pais e foi alvo de uma investigação científica, que já chegou a uma conclusão

Tem o hábito de presentear os seus filhos com um gadget, ou dar-lhes dinheiro quando eles têm um bom desempenho na escola? De acordo com um novo estudo, isto é prejudicials ao desenvolvimento das crianças, levando-as a tornarem-se adultos materialistas – aqueles que foram recompensados materialmente enquanto filhos revelaram-se mais propensos ao pensamento de que são as posses que definem uma pessoa.

O estudo, publicado no Journal of Consumer Research, foi realizado pelas investigadoras norte-americanas Marsha Richins, da Universidade do Missouri e Lan Nguyen Chaplin, da Universidade de Illinois, Chicago. “Ao usar bens materiais para expressar amor ou recompensar as crianças pelas suas realizações pode ter efeitos negativos,” escreveram as autoras. “Pais afetuosos podem, inadvertidamente, incentivar os seus filhos ao materialismo, mesmo que se esforcem por afastá-los da dependência dos bens materiais como fonte de felicidade e que os eduquem para não julgar os outros.”

As investigadores conduziram um inquérito a 701 adultos, para medirem a longo prazo o impacto das recompensas com recurso aos bens materiais. Foi pedido a todos os pais que descrevessem a sua situação de vida atual, os seus valores, bem como uma variedade de circunstâncias das suas infâncias, a sua relação com os próprios pais e as recompensas e punições que receberam durante três épocas específicas das suas infâncias.

Os resultados mostraram que os adultos que tinham recebido mais recompensas materiais e punições enquanto crianças, apresentavam maior probabilidade para usar as posses para definir e expressar quem são.

Os pais que receberam muitas recompensas materiais em crianças são mais suscetíveis de continuar a recompensar-se com bens materiais e a definirem-se através das suas posses.

Fonte indicada: Sapo

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