Você costuma pensar no que a pessoa irá pensar e assim toma a decisão de como irá seguir? Pensa primeiro em toda a situação antes que ela aconteça e já coloca limites e resultados para você? Cuidado você pode estar sofrendo da síndrome do X Man Charlie Xavier! Não é realmente o nome de uma síndrome, mas eu costumo brincar com os meus pacientes no consultório usando este tema para explicar o que está acontecendo com eles e como eles estão prejudicando a sua vida.

Charles Francis Xavier, conhecido como Professor X, é um personagem de quadrinhos da série X-Men, criado por Stan Lee e Jack Kirby. Professor X é capaz de ler os pensamentos de outros ou projeta seus próprios pensamentos, ou seja ele realmente consegue ler o pensamento das pessoas e entender o que está passando na cabeça delas. Uso sempre de exemplo esse personagem dos quadrinhos, para mostrar o quanto as pessoas acreditam no que estão pensando sobre a situação e sobre as outras pessoas.

Pessoas que usam a imaginação demasiadamente para criar conversas com outras pessoas, tendem sempre a concluir aspectos das situações e dos outros de forma errônea e vivem no mundo de imaginação e muitas vezes de perseguição. Como se tudo aquilo que ela pensou realmente tivesse acontecido. São pessoas que costumam imaginar diálogos ou já sabem o que o outro vai pensar e por aí já tiram as sua conclusões e tomam decisões importantes na sua vida e até mesmo mudam os rumos de tudo por conta da imaginação que criou da situação e das pessoas.

Se surpreendem quando as situações não são como elas imaginaram e estão sempre em constante frustração e decepção com os outros. Pois aquele mundo de fantasia só existiu em sua imaginação. Geralmente a sua imaginação é negativa e o outro sempre irá castigar, rejeitar e abusar dela, por isso evitam de ter conversas francas e perguntar realmente o que a outra pessoa está pensando.

Impossibilitando de viver na realidade e ter as certezas que tanto buscam na vida delas, pois estão sempre certas que a sua imaginação é a realidade e sentem medo de confrontar o mundo real com simples perguntas. Quando a pessoa faz isso, ela limita as possibilidades de vida dela, acaba fechando as oportunidades, destruindo relações, acabando com propostas profissionais e até mesmo desenvolvendo transtornos psicológicos, tudo por conta da decisão de acreditar naquilo que ela imaginou que será da situação ou da resposta de alguém.

Acredite, até hoje ninguém teve o poder de saber exatamente como o outro pensa, se você não perguntar, se você não falar como se sente em uma situação, ninguém vai conseguir te entender de forma clara e objetiva. Por isso, vamos deixar os super poderes para os personagens de quadrinho, ok?

*O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do autor e não necessariamente retrata a opinião da página e seus editores.


Compartilhar

RECOMENDAMOS


Beatriz Brandão

Psicóloga clínica em São Paulo, atendimento individual adulto, atuou por 11 anos com gestão de Recursos Humanos. Foco em desenvolvimento humano. Autora de palestras e workshops.

Atuando há 3 anos com atendimento psicoterapêutico com o foco em desenvolver o processo de autoconhecimento, para que o paciente tenha subsídios para o autodesenvolvimento. Aplicando a Terapia Analítica.

Acredita que a sua missão como psicoterapeuta, de modo colaborativo e humanizado, é auxiliar as pessoas a reconhecerem suas próprias possibilidades e a qualificar suas relações, para isso, desenvolve em seu consultório programas de prevenção e tratamento.


COMENTÁRIOS