A autoestima é fundamental na vida de uma pessoa, pois ela é capaz de nos encorajar a superar desafios, experimentar coisas novas e acreditar em nós mesmos.

Como pais, tentamos o nosso melhor para promover a auto-estima positiva em nossos filhos. No entanto, às vezes cometemos alguns erros que podem afetar a maneira como as nossas crianças se verão no futuro. Afinal, somos apenas humanos.

Para evitar esses erros, precisamos primeiro saber quais são. Aqui estão quatro exemplos de comportamentos dos pais que debilitam a autoestima das crianças.

1. Gritar ou bater

Nada diminui mais a autoestima de uma criança do que gritar com ela ou fazê-la vítima de um castigo físico. Certamente, a maioria de nós, pais e mães, já gritou com seus filhos ou lhes deu umas palmadas. Mas é importante que você saiba que, ao fazer isso, você estará intimidando seu filho.
Embora possa parecer que, ao bater ou gritar, você interrompeu um mau comportamento, essa é uma correção a curto prazo, e o que você realmente conseguiu com isso foi fazer com que se seu filho sentisse diminuído.

2. Pensando em conflitos passados

Depois que um conflito for resolvido, não o mencione. As crianças devem poder começar de novo com uma folha em branco. Os pais que trazem à tona os erros passados ​​das crianças estão ensinando-as a guardar rancor por longos períodos de tempo.
Além disso, as crianças precisam saber que, quando um assunto é resolvido, ele se torna parte do passado. Quanto mais uma criança puder ser reforçada por seus comportamentos e escolhas positivas no futuro, melhor ela se sentirá consigo mesma. E, naturalmente, eles terão menos probabilidade de repetir más escolhas do passado por atenção negativa.

3. Injetando culpa

Uma coisa é perguntar a uma criança como ela se sentiria se estivesse no seu lugar ou se alguém estivesse em uma determinada situação. Muitas vezes, porém, os pais levam isso ao limite e tentam fazer com que seus filhos se sintam culpados por causa de seus pensamentos, sentimentos ou ações. Os pais que usam a culpa para controlar seus filhos correm o risco de aliená-los.

Um bom exemplo disso é uma mulher que costumava atirar um monte de culpa em seu filho de 14 anos, Harold, com quem seu vizinho tinha encontrado substâncias ilícitas certa vez. Por 10 minutos seguidos, a mãe encheu seu filho de declarações como: “Você imagina como estou envergonhada pelo fato de que os vizinhos agora conhecem nossos problemas?” e “Você não percebe como arruinou minha confiança em você?” Com os comentários da mãe, Harold ficou agitado e saiu furioso.

Posteriormente, um psicólogo treinou a mãe para deixar de lado o ego ferido e dar ao filho o que ele realmente precisava: apoio e compreensão. Ela usou uma abordagem calma, firme e não controladora para fazer Harold se abrir para ela sobre como ele cedeu à pressão dos colegas. Eles se reconectaram, e Harold logo abandonou seu grupo problemático de colegas junto com seu interesse em substâncias ilícitas.

4. Falando com sarcasmo

Um exemplo do sarcasmo empregado para repreender um filho seria dizer: “Você é tão inteligente!”, quando seu filho faz uma má escolha. O uso do sarcasmo magoa as crianças porque os envergonha. Além disso, repreender uma criança através do sarcasmo cria um obstáculo para os pais que tentam se comunicar efetivamente com seus filhos.

Conclusão

Suas maneiras de interagir com seu filho exercem uma enorme influência na definição de como ele ou ela desenvolve o valor próprio em sua vida. Quanto mais você se comunica com seu filho de maneira positiva, mais você pode influenciá-lo a fazer o mesmo – e obter autoestima no processo.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Psychology Today.
Imagem destacada: Reprodução.

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*O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do autor e não necessariamente retrata a opinião da página e seus editores.


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