Detentas confeccionam perucas para crianças com câncer

Um projeto chamado “Cabelos de Anjo” propõe que, em seu processo de ressocialização, as detentas de uma penitenciária feminina de Criciúma confeccionem perucas de lã para alegrarem e levantarem a auto-estima de crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer.

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Detentas confeccionam perucas para crianças com câncer

Em junho deste ano, crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer receberam perucas de lã inspiradas em personagens infantis, como príncipes e princesas. O mais surpreendente é que as perucas, que alegraram menino e meninas da entidade Casa Guido foram confeccionadas por detentas da Penitenciária Feminina de Criciúma, no Sul do estado.

Doze presas integraram o primeiro ciclo do projeto, que encerrou em junho, com a cerimônia de entrega das perucas. A iniciativa faz parte do projeto “Cabelos de Anjo”, idealizado pelo Conselho da Comunidade.

O dinheiro usado na compra de lã e outros materiais é encaminhado Vara de Execuções Penais da comarca de Criciúma e tem origem em verbas cabível a substituição de período de pena. As atividades são orientadas voluntariamente pela mãe da conselheira Rovena Machado Zanella, que é artesã.

As presas recebem, uma vez por semana, a visita de uma voluntária, que as ensina a fazerem as perucas. Depois que aprenderem, elas vão continuar sozinhas na confecção por um semestre.

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Crianças e adolescentes receberam perucas inspiradas em personagens infantis — Foto: TJSC/Divulgação

O projeto “Cabelos de Anjo” é desenvolvido e acompanhado pelo Conselho da Comunidade de Criciúma. Nos dias em que aconteciam as aulas, a professora era acompanhada dentro da sala de aula, junto com as reeducandas.

De acordo Regiane Medeiros Gonçalves, membro do conselho, foi possível presenciar a motivação e o interesse das presas em aprender. Além de desenvolver habilidades manuais, a iniciativa desperta o empreendedorismo.

Para a juíza Débora Driwin Rieger Zanini, titular da Vara de Execuções Penais de Criciúma, o projeto trouxe alento e alegria para as crianças, submetidas ao tratamento quimioterápico, dando força e esperança para lutar contra a doença. Além de ajudar na ressocialização, ensinado para as detentas que elas podem contribuir também para a felicidade das pessoas, suavizando a dívida que elas têm com a sociedade.

E você, o que achou da ideia?

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de G1.
Foto destacada: TJSC/Divulgação