Tem se tornado cada vez mais comum entre as famílias o hábito de manter as crianças entretidas com tablets e celulares.

A tecnologia pode sim ser uma boa aliada de pais e mães na correria do dia a dia pela distração que causam nas crianças, no entanto, é preciso que os adultos tenham consciência de que o uso sem moderação dos dispositivos eletrônicos pode causar problemas de saúde nos pequenos, alguns com potencial de impactá-las ao longo de toda a vida.

Ao R7, o pediatra Nelson Douglas Ejzenbaum disse que mesmo um tempo de tela moderado não é considerada saudável para crianças com menos de dois anos. Segundo o especialista, o tempo de uso recomendado para a faixa etária até os cinco anos é de somente uma hora por dia, enquanto que, para crianças entre seis e dez anos de idade, o recomendado é duas horas, sempre com a fiscalização dos pais.

“O uso é tolerado para fins teóricos, para estudo, até para fins de diversão, mas não consideramos saudável, porque tem aumentado os casos de miopia entre as crianças, aumentado o sedentarismo e diminuído a interação pessoal”, disse o médico.

Entre os malefícios causados às crianças pelo excesso de tempo de tela, segundo a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatra), estão: problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão; transtornos psiquiátricos, como déficit de atenção e hiperatividade; transtornos alimentares e do sono; sedentarismo; transtornos da imagem corporal; transtornos posturais e músculo-esqueléticos, e problemas auditivos.

Para o pediatra, não é recomendável que as crianaçs usem tablets e celulares durante os momentos de interação familiar e horários destinados às refeições.

“Os pais não devem dar o celular para os filhos durante o jantar, vai distraí-los da atenção à comida, a criança pode comer demais ou comer menos do que precisa e isso vai causar obesidade infantil ou desnutrição. Fora os problemas de contato interpessoal, dificuldade em se comunicar com outras pessoas pessoalmente e não só no virtual”, destaca o médico.

A SBP ainda sugeriu que as crianças devem ter o uso das telas interrompido pelo menos duas horas antes de dormir, para não impactar a qualidade do sono. Ao longo do dia, uma alternativa recomendada pela sociedade para reduzir o contato com os aparelhos eletrônicos é a prática de atividades esportivas, exercícios ao ar livre ou em contato direto com a natureza.

“Crianças que usam telas demais e não têm interação social podem desenvolver problemas de conectividade com outras pessoas. Eu diria que aos cinco anos de idade já é possível liberar o uso de tela para crianças desde que seja por um período específico”, destaca Ejzenbaum.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de R7.
Foto destacada: Reprodução.

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