“Meu nome é Agnes Gertrude Eleanor e tenho 90 anos. Ok, foi uma piada. Aposto que você esperava que eu tivesse um nome de senhora como este, mas minha mãe era uma mulher sensata! Meu nome na verdade é Claire. Vovó o suficiente para você? Haha.

Tenho 90 anos e pareço uma ameixa seca, eu sei. Mas mesmo assim uma ameixa seca viva! Ainda mais surpreendente do que minha idade é o fato de eu ser feliz, estar saudável e amando minha longa vida!

Eu não tenho Alzheimer. Eu não tenho doença cardíaca. Eu não uso bengala. Sim, lembro-me extamente do que comi no jantar três noites atrás (arroz, espinafre e perna de peru, hummmm!).

E eu não tenho marido! Não, ele não faleceu. E não estou falando metaforicamente. Ele simplesmente não existe!

Estou convencida de que essas folhas verdes (espinafre) não são a única razão pela qual estou viva por tanto tempo. A falta de estresse de viver sem marido me manteve viva e seguindo adiante todos esses anos; estou convencida disso.

Em minha vida, conheci dezenas de homens que traíram suas esposas, caíram no vício e as abandonaram, faleceram e as deixaram com o coração partido. Eu só não queria participar disso. Eu sei que isso é verdade porque eu costumava ser uma daquelas esposas abandonadas!

O único marido que já tive fez os três. Trair, lutar contra o vício, perder, ter uma overdose, deixando-me em uma trilha de lágrimas, traição e desgosto que levei dez anos para superar. Uma década inteira, senhoras e senhores.

Jurei que nunca mais deixaria um homem me fazer sentir a mesma dor que ele causou. Então, eu me mantive longe dos homens. Não é que eu os tenha evitado por dizer. Eu simplesmente não estava interessada. Algo em mim se apagou para esse assunto.

Eu mantive muitos amigos homens ao longo dos anos, alguns vivos agora, alguns já falecidos. Houve passes e movimentos feitos, mas eu estava muito ocupada amando a vida como um indivíduo.

Bem, isso não era uma coisa fácil naquela época. Por estar solteira por tanto tempo, muitos questionaram o que havia de errado comigo. Eles pensaram que não era meu lugar na sociedade ficar sem um homem! Mas eu perseverei. Eu cozinho, lavo e passo, mas para mim!

Por ser uma mulher idosa agora, muitas pessoas me pedem conselhos e sabedoria. Eles me perguntam sobre as guerras e protestos que vi. Qual é o segredo para viver muito.

Se eu pudesse dizer uma coisa, seria esta: Você não precisa de nenhum homem! Estou livre de estresse. Estou feliz. Eu estou livre!”.

***
Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Inspire More.
Fotos: Reprodução.

RECOMENDAMOS






Uma seleção das notícias relacionadas ao universo da Psicologia e Comportamento Humano.