Estudos e especialistas garantem que bordar e tricotar trazem muitos benefícios para a saúde, além de aumentar a autoestima e reduzir a dor.

Para o cardiologista americano Herbert Benson, professor de medicina integrativa de Harvard, essas atividades induzem a um estado de relaxamento similar ao da meditação e da ioga. Depois que se passa da curva inicial de aprendizado, essas atividades podem reduzir os batimentos cardíacos, a pressão arterial e os níveis de hormônios ligados ao estresse.

Uma pesquisa da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, com 38 mulheres com anorexia, apontou que tricotar trouxe significativas melhorias. Mais de 70% delas disseram que a atividade reduziu a intensidade de seus medos e pensamentos sobre o distúrbio alimentar.

Outro estudo, publicado no “Journal of Neuropsychiatry & Clinical Neurosciences”, revelou que praticar atividades manuais como crochê e tricô reduz as chances de transtornos cognitivos leves e perda de memória. O estudo foi feito com 1.321 pessoas entre 70 e 89 anos. A atividade também pode ajudar a reduzir a dor, segundo pesquisa com pacientes com dores crônicas do sistema público de saúde inglês.

Elko Perissinotti, ex-vice-diretor do Hospital Dia do Instituto de Psiquiatria da USP, lembra ainda que atividades complementares ou integrativas, reduzem o uso de opioides no tratamento de dor crônica. “Na psiquiatria essas atividades fazem toda a diferença, como no tratamento de depressão, ansiedade e esquizofrenia, mas há benefícios também na clínica médica.”

Nenhum dos estudos, porém, desvendou por quais mecanismos esses benefícios surgem. Alguns pesquisadores especulam que as atividades manuais promovem o desenvolvimento de vias neurais do cérebro que ajudam a manter a saúde cognitiva. Perissinotti vai na mesma linha. Para ele, essas práticas provocam uma espécie de reorganização no cérebro e na bioquímica cerebral. “Ainda há uma pequena resistência à alta eficácia dessas atividades como aliadas, mas novos estudos vão mudar isso em um futuro breve.”

Elisa H. Kozasa, pesquisadora do Instituto do Cérebro do hospital Albert Einstein, afirma que o mecanismo é o do desenvolvimento de uma atenção calma, relaxada, à medida que se pratica a atividade. “Seja lá qual for o hobby, o ideal é ter afinidade com a prática, para que não haja frustração.”

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Folha de S. Paulo.
Foto destacada: Reprodução.

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