Em entrevista à autora Ottessa Moshfegh para a edição de agosto da revista GQ Brasil, o ator Brad Pitt tocou em temas sensíveis que até então tinham sido pouco abordados em outras entrevistas. O astro de 58 anos revelou que enfrentou uma “depressão leve” por anos.

“Acho que a alegria tem sido uma nova descoberta, mais tarde na vida. Eu estava sempre me movendo com as correntezas, boiando em uma direção, depois em outra”, disse o ator, que está em cartaz nos cinemas com o filme Trem-Bala.

“Acho que passei anos com uma depressão leve, e não foi até fazer as pazes com isso, tentando aceitar todas as partes do meu eu — o belo e o feio —, que consegui entender os momentos de alegria”, explicou.

Pitt revelou ainda que tinha pesadelos recorrentes e segue em busca de significado para a vida. “Aqui na Califórnia”, afirma, “tem muito dessa conversa de ‘ser seu eu autêntico’. Isso me atormentava; o que ‘autêntico’ quer dizer? Para mim era reconhecer aquelas cicatrizes profundas que carregamos.”, contou.

Brad Pitt na nova capa da GQ Brasil (Foto: Elizaveta Porodina)

O ator também falou sobre seus vícios. Ele parou de fumar durante a pandemia e abandonou o álcool depois de se divorciar de Angelina Jolie, em 2016, quando passou a frequentar os Alcoólicos Anônimos. Falou ainda que acredita sofrer de uma doença incomum, a prosopagnosia, que envolve uma inabilidade de reconhecer rostos, total ou parcialmente.

Pitt ainda faliu sobre solidão, um sentimento que o acompanha por roda a vida. “Sempre me senti muito sozinho na vida”, explica Pitt, “sozinho crescendo quando criança, sozinho mesmo agora, e não foi até recentemente que realmente tive um acolhimento maior dos meus amigos e família”.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de GQ Brasil.
Foto destacada: Reprodução.

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