Um dos assuntos que mais gosto de estudar e conhecer são as Leis Universais. Sempre digo que quanto mais compreendemos essas leis, melhor vai se tornando a nossa vida. O mestre Buda sempre dizia em seus sermões que a causa de todo o nosso sofrimento é o APEGO, de todas as naturezas: ao dinheiro, à profissão, aos pais, ao esposo(a), à fama, ao status etc.

Quem quiser se tornar mais sábio e feliz precisa aprender a desapegar de tudo isso, através do amor profundo, o que não é nada fácil e principalmente, cada um aprende ao seu modo e no seu tempo. Quero refletir um pouco sobre isso com você a partir das belas palavras extraídas do texto “Amor não é troca”, do lindo site Yoskhaz.

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“A Lei da Evolução é inexorável e fará com que todos cheguem ao destino. No entanto, cada qual viajará na exata velocidade da expansão do seu nível de consciência, que se modificará, seja por gosto ou imposição. Ninguém ficará para trás, mas nem todos estarão no mesmo passo. Então, algumas separações serão inevitáveis. É preciso entender que o processo evolutivo, embora desenvolvido através do convívio social, com suas dores e delícias, onde aprendemos com uns e ensinamos a outros, é individual e intransferível.

Isto explica o erro de desejar manter alguém ao nosso lado a qualquer custo ou mesmo o sofrimento ao ver o outro partir. Entender que “foi bom enquanto durou” ou “deixe partir o que não mais pertence ao seu momento” é aceitar sábias observações cósmicas. O que muitos chamam de perdas, nada mais são do que imprescindíveis transformações ocultas reveladas pela sabedoria do tempo.”

Yoskhaz

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São palavras simples, mas de uma profundidade imensa. Temos, por conta do nosso APEGO, muita dificuldade em colocar na prática da vida tais ensinamentos. Queremos prender determinadas pessoas na nossa vida com gaiolas emocionais. Nessa hora lembro as palavras do mestre Rubem Alves, que sempre dizia que pássaros engaiolados perdem o brilho das suas penas, deixam de cantar e se tornam medrosos. Depois de um tempo começam a achar que o normal é a vida dentro da gaiola e mesmo que a porta seja aberta, por medo, não conseguem se libertar. Ficam lá dentro por opção…

Essa tem sido a triste realidade de milhões de relacionamentos no mundo todo, não digo somente afetivos, mas familiares, de amizade, até mesmo com a igreja e grupos religiosos.

A mudança de toda essa realidade está intimamente ligada às LEIS UNIVERSAIS. Cada um está vivendo um processo de evolução único e intransferível. Não adianta querer que alguém evolua num passo maior que o da sua perna, digamos assim! Essa tentativa só vai gerar raiva, frustração, tristeza, desprezo muitas vezes e por aí vai…

Estou me tornando cada dia mais atento a isso, e digo isso não em relação aos outros OK? Estou falando em relação a mim mesmo! Eu sou um rapaz ávido por conhecimento, pelo autoconhecimento, pela espiritualidade mais profunda, pelo esoterismo, por assuntos místicos etc. e mergulho de cabeça nesse universo todos os dias, de domingo a domingo!

Sei que eu faço parte de uma minoria da minoria, e sabendo disso, não exijo de ninguém que conheça os mistérios do universo, que creia num Deus cósmico presente em tudo e em cada um de nós, que ao conviver comigo tenha os mesmos hábitos que eu etc.

A maior parte dos conflitos se dá porque o nosso EGO se intromete no convívio com as pessoas querendo a fina força que elas sejam como supostamente achamos que é o certo entende? E isso é terrível! Quem somos nós para achar o que é o certo para as outras pessoas? Isso é muita arrogância, concorda comigo?

Vou citar um exemplo meu bem bobo para que isso fique claro pra você! Até bem pouco tempo eu tinha um preconceito gigante e nem me dava conta dele. Com relação ao estilo de músicas ouvido por milhões de pessoas. Só fui acordar pra isso depois que, conversando com meu irmão, ele me falou que eu precisava parar de ser chato e respeitar o direito que todos têm de ouvir o que quiser.

Essas palavras foram ditas por ele com bastante carinho e jeito sabe? Mas dentro de mim foi quase uma “voadora”, como algumas pessoas gostam de brincar!

Depois desse dia passei a me policiar nesse sentido e não mais comentar nada sobre o estilo de música ouvido por ninguém. Por essa mudança eu me tornei uma pessoa melhor e mais tolerante. Aprendi isso no meu tempo, e esse tempo levou quase 30 anos! E olha que se trata de um exemplo bem bobo.

Leve isso para coisas maiores como o que se pensa sobre família, sobre casamento, sobre religião, sobre política! Vixe! A coisa pode ficar feia levando para esses pontos mega delicados.

Se você está em algum setor da sua vida mais evoluído do que a maioria. Não queira forçá-las a mudar. Se o convívio se tornar difícil, você tem todo o direito de não querer mais conviver com tanta proximidade ou intimidade. Isso em todos os campos, seja familiar, profissional, afetivo… É uma questão de ética respeitar o tempo do outro. Pode ter certeza que você procedendo dessa maneira estará evoluindo ainda mais e estará contribuindo de forma brilhante no processo real de evolução de todos que estiverem ao seu redor.

Reflita com carinho sobre tudo isso e lembre-se: cada um evolui no seu tempo…

Imagem de capa: Shutterstock/Miramiska

*O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do autor e não necessariamente retrata a opinião da página e seus editores.


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Isaias Costa
Bacharel em Física. Mestre em Engenharia Mecânica e Psicanalista clínico. Trabalha como professor de Física e Matemática, mas não deixa de alimentar o seu lado das Humanas estudando a mente humana e seus mistérios, ouvindo seus pacientes e compartilhando conhecimentos em seu blog "Para além do agora", no qual escreve desde 2012.

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