Em 3 de fevereiro de 2021, o Chile iniciou o processo de vacinação contra COVID-19 e 21 dias depois conseguiu que mais de três milhões de pessoas já receberam a primeira dose da vacina, o que equivale a 16% da população, composta por 19 milhões de habitantes. Esses resultados superaram outros países da América Latina, como o Brasil, que vacinou 3,43% de sua população, México 1,4%, Argentina 1,65% e ainda mais do que países europeus, como a Espanha, que vacinou 9,59% de sua população.

Desta forma, a estratégia de vacinação do Chile tornou-se uma referência sul-americana e mundial, graças ao número de vacinas disponíveis e à rapidez com que se espera alcançar a imunidade de sua população, que segundo suas estimativas no primeiro semestre de 2021, terá vacinado 15 milhões de habitantes.

A estratégia do governo chileno tem sido apoiada pelo sistema de saúde primário e pela mentalidade negociadora liderada pelo presidente Sebastián Piñera, que em maio de 2020 escolheu o advogado Rodrigo Yánez, subsecretário de Relações Econômicas Internacionais, para focar no fechamento de negócios com os laboratórios que desenvolviam as vacinas naquele momento.

Desde então, o subsecretário concentrou toda a sua atenção nas negociações sob uma estratégia pragmática, fechando diversos acordos, como com o laboratório Pfizer, com o qual acertaram 10 milhões de doses. Assim, no dia 24 de dezembro, chegaram as primeiras 20 mil doses e o país vacinou mediatamente os agentes de saúde que atuam nas unidades de terapia intensiva.

Por outro lado, o governo Piñera também negociou com a Sinovac, mas sob outra estratégia: realizar ensaios clínicos no Chile, financiados pelo país sul-americano. Isso lhes permitiu chegar a um acordo sobre preços e disponibilidade de 60 milhões de doses para os próximos três anos e com a possibilidade de aumentar a quantidade, dependendo das necessidades do Chile. Este acordo foi feito em colaboração com a Universidade Católica do Chile e cerca de quatro milhões de doses já chegaram ao país sul-americano.[

Em entrevista ao Diario El País, o subsecretário de Relações Econômicas Internacionais, Rodrigo Yánez, relatou que: “Em 2020 estávamos em um cenário incerto, porque não sabíamos como ia ser o desempenho de cada vacina. Não houve aprovações regulatórias e os laboratórios estavam apenas iniciando suas cadeias produtivas. Mas tentamos minimizar o risco da aposta com ligações semanais, mesmo diárias, para a Sinovac, por exemplo, com a qual procuramos ter um contacto próximo”.

O subsecretário acrescentou que “Às vezes as apostas funcionam e felizmente com o Sinovac foi uma excelente aposta, considerando a disponibilidade das vacinas numa fase inicial, que foi complementada pela Pfizer, que nos pôde entregar mais cedo, mas em menor quantidade”.

Além disso, a tática do governo Piñera negociou com a vacina de Oxford e da AstraZeneca e nos meses de abril e maio eles receberão cinco milhões de vacinas. Além disso, o governo chileno anunciou que está em processo de negociação com a CanSino, empresa sino-canadense que atualmente realiza ensaios clínicos no Chile e que em breve fechará acordos com a vacina russa Sputnik V, que terá como foco o reforço da vacinação no segundo semestre de 2021.

O Ministério da Saúde do governo chileno anunciou que até 23 de fevereiro, já haviam vacinado 3.037.063 pessoas e por dia têm capacidade para imunizar mais de 87.000 pessoas em seus mais de 1.300 postos de vacinação em diferentes partes do território chileno. Além disso, foi anunciado que, nos próximos dias, o número de vacinados aumentará à medida que iniciem as chamadas para outras faixas etárias.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Nation.
Fotos: Reprodução.

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