Sempre gostei de fotos de look do dia. Acho incrível ver como as pessoas se vestem no dia a dia, como driblam a vontade de usar só a mesma roupa que é prática e garantida, como conseguem pensar em roupas legais pra todos os dias da semana… mas eu nunca achei que fosse o tipo de pessoa que tem algo a compartilhar no quesito moda/estilo.

Só que aí comecei a postar stories, de vez em quando, das roupas em que eu me sentia gata. Aí comecei a postar também fotos das roupas em que eu apenas era eu – sabe aquela roupa que é só uma roupa do dia a dia porque você não pode sair sem nada? Essas.

E as pessoas começaram a interagir. Olha que coisa louca: eu achava que não tinha nada a oferecer, mas de repente as pessoas estavam ficando inspiradas para investir tempo em sua aparência, se sentir bonitas. Então elas me perguntavam de onde eram as roupas e ficavam felizes sempre que eu contava que eram de lojas de departamento, afinal não dá pra comprar as roupas que as blogueironas vestem.

“Nossa, Carol, que post fútil”

Não, não é fútil. Quando a gente se sente segura da nossa aparência fica muito mais fácil mostrar o que temos por dentro. A gente fica mais articulada, talvez vá melhor naquela entrevista de emprego ou consiga dar uns beijos naquela pessoa que há tempos temos vontade. Segurança vem, sim, da nossa aparência.

E tá tudo bem. Principalmente quando a gente começa a entender que nossa aparência não precisa ser igual a todas as outras. A gente pode colocar pra fora o que é por dentro. E, cara, como é bom estar confortável com quem a gente é.

Esse post todo é pra dizer que a gente é ensinada a achar fútil gostar de nós mesmas, mas não é. A gente é ensinada que deveria gastar mais com livros do que com sapatos, mas na verdade a gente pode fazer o que bem entender. A gente é ensinada a não mostrar ao mundo que somos maravilhosas caso a gente não esteja no padrão mas, amigas, a gente é maravilhosa e tem mais é que mostrar.

Então, tirem selfies, postem looks do dia, façam nudes e postem o que tiverem vontade. Sejam felizes, se amem e não escutem quem tentar te fazer sentir mal simplesmente porque você sabe que é maravilhosa.

Sejamos mais maravilhosas a cada dia.

Imagem de capa: Shutterstock/PH888

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*O conteúdo do texto acima é de responsabilidade do autor e não necessariamente retrata a opinião da página e seus editores.


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Carol Patrocínio
Carol Patrocinio é jornalista, feminista, mãe que educa sem gênero e duas vezes (2015 e 2016) indicada como uma das mulheres inspiradoras pelo site Think Olga. É também co-fundadora da Comum. Facebook: https://www.facebook.com/carol.patrocinio Medium: https://medium.com/@carolpatrocinio Newsletter: http://eepurl.com/b1pyhr