Muitos pais se surpreendem ao serem chamados à escola para tomar ciência de que seus filhos estão praticando bullying contra um colega de classe. Mas será que há mesmo motivo para tanta surpresa?

Se uma criança entende desde muito pequena que nenhum ser humano é igual ao outro e que há muita beleza nisso, dificilmente vai reagir com ódio ao coleguinha de escola que não se parece com ele.

Se os pais ensinam seus filhos a ouvirem mais do que falar, eles certamente serão adultos que se interessam pelo outro, pela sua história de vida, pelo que ele tem a dizer e a ensinar.

Quando uma criança aprende que a união é uma ferramenta poderosa de transformação, não vai achar de grande valia excluir ninguém, vai sempre querer somar.

Crianças que convivem com todos os tipos de pessoas, não crescem em uma bolha. Seus grupos de amigos serão sempre plurais, seu repertório será riquíssimo e sua capacidade de sentir empatia será imensamente potencializada.

Entretanto, se uma criança vê os pais julgando sem conhecer, segregando, aponto defeito em todos que vêem pela frente, com toda a certeza irão reproduzir esses comportamentos.

É claro que, muitas vezes, o medo do diferente surge do simples fato de a criança viver cercada apenas de iguais, então cabe aos pais assumirem a responsabilidade de apresentar aos filhos as muitas realidades diferentes da sua.

Educar não é tarefa simnples, requer cuidado, carinho e dedicação. Mas, afinal, não é muito melhor plantar boas sementes? Acredite, é imensamente reconfortante saber que você pôs no mundo uma boa pessoa.

Não eduque uma criança para temer o diferente, para julgar sem conhecer, para menosprezar ou ridicularizar uma outra pessoa. O acusador também sofre, pois viver com ódio nunca é bom negócio. Para quê criar um ser-humano para enxergar uma realidade monocromática se ele pode enxergar plural e ter um universo todo para desbravar.

Eduque bem o seu filho. Crianças bem educadas não praticam e não são plateia para o bullying!

*Na foto de capa estão as amigas Jia e Zuri, ambas com 4 anos de idade à época do registro. Elas nasceram com dois dias de diferença e acreditam que são irmãs gêmeas. (Reprodução/Facebook)

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