O bebê precisava de uma mãe que o amasse e o protegesse tanto quanto ele merecia, e a mãe precisava de mais um filho para oferecer e a ele todo o amor que carregava dentro de si. Floresceu assim uma família muito especial, que simboliza a vitória do amor e da persistência frente as dificuldades.

Com apenas 16 anos, Leanne foi diagnosticada com câncer e sua vida mudou drasticamente. A adolescente teve que se adaptar a uma rotina de cuidados e a sessões de quimioterapia e radioterapia. Felizmente, Leanne foi curada., Mas seus desafios não acabariam por aí.

Leanne começou a namorar Matt e eles se casaram na primavera seguinte. Mas os planos de ver a família crescer também foram desafiadores. Anos e mais anos se passaram até que ela enfrentou um novo problema de saúde: endometriose que, inclusive, seria a causa de sua infertilidade.

O novo tratamento, receitado após uma cirurgia, foi um semestre de doses hormonais. Um mês se passou e no retorno para o acompanhamento médico, uma surpresa tomou conta do consultório: eles estavam grávidos!

Assim que o primogêntito Tucker nasceu, com quase 4 quilos, os papais viram naquele bebê “um verdadeiro milagre”. O pequeno foi crescendo e o desejo de ver a família aumentar também. O casal começou uma nova luta para tentar engravidar. Diferentemente da primeira vez, os anos se passaram sem nenhum resultado.

Foi quando Matt e Leanne tomaram uma decisão: adotar um bebê. Ao preencher um extenso questionário que detalhava o tipo de criança que a família estaria disposta a adotar, uma das perguntas trouxe uma grande reflexão para o casal. O bebê poderia ou não ter algum problema de saúde? “Conversamos e chegamos a uma conclusão: se engravidássemos, não poderíamos garantir uma criança perfeitamente saudável. Além disso, todos precisam e merecem um lar amoroso. Matt e eu concordamos que, se tivéssemos a oportunidade de adotar uma criança com síndrome de Down, Deus nos lideraria” disse Leanne ao site Love What Matters.

Passaram quatro meses até a família receber uma resposta favorável a candidatura de adoção. Quase sete semanas depois, Leanne estava almoçando quando foi checar seus e-mails e uma mensagem em especial quase fez seu coração parar. O título era: ‘Down Syndrome Baby’. Naquela mesma manhã um bebê com síndrome de Down tinha nascido e a família que iria adotá-lo desistiu diante daquela necessidade especial.

O último parágrafo do e-mail dizia: ‘por favor, nos ligue para informar se gostaria que seu livro de apresentação fosse apresentado para a mãe biológica do bebê’. Em minutos, Leanne respondeu que sim!

Duas horas depois o telefone tocou e uma voz gentil do outro lado da linha lhe deu uma das melhores notícias de sua vida: “Ean Leanne, seu filho está esperando por você na Geórgia. Você pode vir buscá-lo!”

Nesse momento, ela só conseguia chorar. Foi quando Tucker soube que seria “promovido” para irmão mais velho e teve uma das melhores reações que uma criança pode ter. Com um grande sorriso no rosto ele disse: “eba! Esse é o melhor dia da minha vida!” Antes de viajar ao encontro do caçula da família, Leanne ligou aos amigos e familiares para contar a notícia, sempre incluindo a frase “e a melhor parte é que ele é Down. Deus está nos guiando para adotá-lo”.

A primeira vez em que Leanne segurou o pequeno Tyson em seus braços seu coração parecia que iria parar de bater. A mamãe não conseguia parar de olhar para aquele bebê de cabelos escuros e pele caramelo. “Quando eu o segurei, eu não enxerguei aquele rótulo de síndrome de Down, via apenas a resposta as minhas orações naquele presente tão especial”, relembra. “Como pais nós ensinamos ao Tyson muitas coisas, mas aprendemos com ele todos os dias como amar, um amor incondicional”, disse Leanne.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Bebe Mamãe.
Fotos: Reprodução.

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