Empatia e companheirismo não são exatamente matérias que costumam compor a grade curricular das instituições de ensino, porém é possível sim que uma escola ensine aos seus alunos, na prática, sobre essas noções básicas e essenciais a todo ser-humano. E um ótimo exemplo disso é uma escola no Maine (EUA), em que todos – professores e alunos – aprenderam a língua de sinais para apoiar um aluno surdo.

A pequena Morey Belanger, de 6 anos, foi recebida por seus colegas de classe com saudações em linguagem de sinais, depois de a sua escola, a Dayton Consolidated School, ter passado todo o ano letivo aprendendo o idioma.

De acordo com a CBS News, a turma do jardim de infância de Morey aprendeu todo o alfabeto na American Sign Language, a língua americana de sinais. Para ensinar os alunos, os professores penduraram diversos cartazes nos corredores da escola, contendo frases inteiras na língua de sinais.

Em 29 de maio, a escola postou um vídeo no Facebook, em que uma “Cinderella” – interpretada por uma estudante do segundo grau da escola surpreende os alunos mais novos com uma música, durante a qual ela usa a linguagem de sinais. No vídeo, Morey consegue se juntar à princesa e consegue cantar a música diante de seus colegas de classe.

“Nossa comunidade adotou a linguagem de sinais americana – muitos funcionários e estudantes aprendendo sinais adicionais por conta própria”, disse a escola no Facebook. “Como um agradecimento e como uma forma de lembrar aos nossos alunos que a ASL vai além de nossas paredes, Cinderela fez uma visita e nos cantou uma música enquanto usava ASL.”

Morey iniciou os estudos na Dayton Consolidated School em 2017 e se tornou a primeira aluna surda da escola.
“Desde o início Morey teve muito suporte. Fico feliz em vê-la apoiada, amada e aceita ”, disse Shannon Belanger, mãe de Morey, à People Magazine. “Morey está animada para ir à escola todos os dias. Ela fez amizades muito boas… Ela é feliz e eu estou feliz em vê-la feliz ”.

Morey foi diagnosticado com 1 ano de idade com um distúrbio auditivo tão raro que não é nomeado. Ela usa aparelhos auditivos e usa linguagem de sinais.

Os professores da escola também passaram por treinamento para incorporar a linguagem de sinais em suas salas de aula, disse à revista People a diretora da Dayton Consolidated School, Kimberly Sampietro.

“Então as crianças estão vendo isso embutido nas coisas continuamente. Muitas pessoas do outro lado da escola, seja a moça do almoço ou nossa professora de música, estão aprendendo apenas os sinais básicos para fazer parte da comunicação ”, disse Sampietro.
Se algum dia alguém te pedir para explicar o que é inclusão, use o exemplo desta escola no Maine.

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Destaques Psicologias do Brasil. Com informações de: CBS News.
Imagem destacada: Reprodução/CBS News

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