Infelizmente, as taxas de suicídio subiram nas últimas décadas em todo o mundo, mas um novo estudo feito com cetamina pode ajudar a mudar essas estatísticas.

A cetamina é um anestésico que foi descoberto na década de 1950 e há muito tempo é listado como um tranquilizante para cavalos ou uma droga ilícita para festas. No entanto, um novo estudo mostrou efeitos positivos com uma redução drástica de pensamentos suicidas em pacientes com pensamentos suicidas crônicos.

Os resultados deste novo estudo se somam a outras pesquisas que deram à cetamina uma nova reputação, já que vários cientistas demonstraram efeitos positivos em pessoas que experimentam problemas de saúde mental, como depressão severa e, embora os mecanismos ainda estejam sendo investigados para esses efeitos, o FDA aprovou em 2019 o uso de spray nasal à base de cetamina para pacientes com depressão.

Os pesquisadores também descobriram que a cetamina pode reduzir significativa e rapidamente a ideação suicida, o que dá uma vantagem em comparação com os antidepressivos tradicionais que muitas vezes não apresentam os mesmos resultados.

Embora os resultados dos estudos sobre o uso de cetamina tenham sido positivos, os cientistas afirmam que mais pesquisas ainda são necessárias para determinar a eficácia desta substância na redução de pensamentos suicidas, uma vez que a maioria dos experimentos realizados, a cetamina foi administrada por via intravenosa, e embora seja um método viável, também é caro e invasivo e, em alguns casos, pode gerar complicações na sua implementação.

Por outro lado, uma investigação realizada pela Universidade da Costa del Sol, na Austrália, optou por um método mais simples e barato, conforme descrito no estudo: “Uma forma oral de cetamina que pode ser administrada facilmente e potencialmente mais frequentemente é uma opção atraente para o tratamento da ideação suicida”.

Pesquisadores da Universidade da Costa del Sol conduziram um ensaio com 32 pacientes adultos que receberam doses leves e subanestésicas de cetamina oral por seis semanas e, conforme explicado pelo psiquiatra Adem Can, líder do estudo: “Esses pacientes viveram com tendências suicidas por um longo tempo e tinha uma variedade de condições psiquiátricas, incluindo transtornos de humor, ansiedade e personalidade, e muitos deles haviam perdido a esperança de recuperação.

No entanto, Can explicou que “Em média, os pacientes experimentaram uma redução significativa na ideação suicida, de um nível alto antes do ensaio, para abaixo do limiar clínico na sexta semana do ensaio.”

Esta pesquisa representa um importante avanço médico que poderá gerar grandes benefícios no futuro, após a conclusão dos estudos e comprovação da eficácia do uso desse medicamento.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Nation.
Foto: Reprodução.

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