Gisele Bündchen costuma ser basatnte honesta quando o assunto é a sua saúde mental. Em sua autobiografia, ‘Lições- Meu caminho para uma vida com sentido’, ela conta que já sofreu com uma profunda depressão somada à síndrome do pânico. Hoje, a esposa de Tom Brady afirma que está muito bem de saúde por encontrar forças na meditação. Em entrevista ao caderno The Observer, do jornal inglês The Guardian, a ex-modelo brasileira disse que chegou à cura por meio da meditação, o que não foi bem visto na imprensa internacional.

A escritora e colunista do jornal britânico Metro, Rose Stokes, é mais uma a declarar que já sofreu por conta de uma depressão por muito tempo e conseguiu chegar à cura por meio dos remédios antidepressivos. Ela criticou a maneira como a brasileira se posicionou sobre o assunto, como se todas as pessoas pudessem optar por não tomar medicamentos.

“Para ser clara, não tenho absolutamente nenhum problema com pessoas que buscam tratamentos alternativos para doenças mentais. Nenhum mesmo. Eu acho ótimo se isso funcionar para eles – todo mundo tem o direito de fazer o que precisa para se sentir melhor. O que eu objeto, no entanto, é a linguagem de julgamento disfarçada de empatia que tantas vezes vemos quando se trata de saúde mental, de pessoas que aparentemente alegam entender os problemas em questão. Nesse caso, de alguém cuja vida cotidiana e lutas não poderiam ser mais divorciadas da maioria das pessoas no mundo”, disse a escritora.

Stokes declarou ainda que o discurso contra os antidepressivos de Gisele representa um desserviço, afinal eles podem ajudar muitas pessoas a se sentirem melhores ou sairem do “fundo do poço”, tal como a ex-modelo já se encontrou outra vez.

“Demonstra uma profunda ignorância da parte de Gisele exatamente sobre como os medicamentos psiquiátricos funcionam, perpetuando um mito perigoso que já é tão difundido: que antidepressivos ou ‘pílulas felizes’, como costumam ser chamados, substituem de alguma forma suas emoções negativas por positivas”, pontua.

Em entrevista ao The Guardian, a brasileira sugeriu que o imediatismo da sociedade atual tem deixado as pessoas doentes.

“Eu poderia ter tomado uma pílula, mas decidi que não. Vou acordar todas as manhãs e vou meditar e fazer um trabalho de respiração. Levou meses. Tudo começa com a disciplina”, disse ela.

Na mesma entrevista, Gisele relatou ainda que sentiu algo sombrio dentro do peito. Ela comentou que adotou a ioga, meditação, retiros silenciosos, cortou açúcar, álcool, cafeína e carboidratos para ter uma vida mais saudável.

“Quando tive um ataque de pânico, pensei que ia morrer. Eu estava assustada. Eu não conseguia respirar. E o que percebi foi que estou criando isso para mim: estamos criando as vidas que estamos vivendo com nossas ações e temos uma escolha. Eu escolhi entrar na [minha rotina de meditação] porque foi uma ferramenta que eu achei para me curar.”

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Revista Marie Claire.
Foto destacada: Reprodução.

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