A escolha da FIFA de realizar a Copa do Mundo de 2022 no Catar tem sido bastante critica não somente pelas altas temperaturas que se experimentam no país durante o verão, mas também pela posição que os seus governantes têm em relação às pessoas que não se encaixam na heteronormatividade.

O país já ganhou manchetes há alguns meses, quando Nasser Al-Khater, representante do Comitê Organizador da Copa do Mundo No Catar, declarou à mídia que as não pessoas identificadas com o coletivo LGBTQIAP+ teriam que se privar de dar mostras de carinho em público. Nasser não se aprofundou nas consequências, mas dadas as rígidas leis fundamentalistas do país, provavelmente nada de bom espera aqueles que o desafiam.

Agora, o assunto voltou à mesa, devido a algo que parece ainda mais incomum.

Contas oficiais do Twitter vinculadas ao país relataram que o Catar proibiu brinquedos decorados com arco-íris, devido à sua semelhança com a bandeira do movimento LGBTQIAP+. A proibição é um símbolo da tolerância nula que existe em relação a essa comunidade no país.

Não se trata apenas dos atletas homossexuais que participam dos eventos, mas também da grande quantidade de turistas que comparecem a todas as Copas do Mundo para apoiar suas seleções. A grande maioria dos torcedores de futebol pertence a países europeus ou latino-americanos, onde as relações homoafetivas não só são totalmente permitidas, como são bastante comuns.

Se a isso se soma a fúria esportiva, assim como o consumo de álcool ou qualquer outra substância, é difícil não supor que, pelo menos, esta será uma Copa do Mundo com alto nível de complexidade em sua realização.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de UPSOCL.
Fotos: Reprodução.

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