Em uma incrível demonstração de solidariedade, muitas pessoas se uniram para ajudar financeiramente um homem com deficiência física que foi humilhado após atrasar a entrega de salgados – sua nova atividade após ter que deixar sua profissão por causa da pandemia de coronavírus. Em uma vaquinha solidária, o autônomo ganhou a quantia de R$97 mil, o suficiente para ter conforto neste momento delicado.

José Rafael Marciano, 32 anos, mora atualmente em Marília, no interior de São Paulo, juntamnte com a esposa e seus três filhos. Ele conta que a deficiência física nunca foi motivo para que ele se deixasse abater. “Eu nasci sem a mão esquerda, sem o tórax na parte esquerda e sem algumas costelas. É uma má-formação que ocorreu comigo. Como vim de uma origem humilde, sempre precisei trabalhar. Desde os meus 9 anos que ajudo os meus pais, vendendo coisas na rua ou fazendo algum outro tipo de trabalho”, explica ele ao BHAZ.

Rafael, que é pintor profissional, teve que mudar sua estratégia de sobrevivência depois que a pandemia passou a dificultar o seu trabalho. “Os trabalhos pararam de aparecer por conta da pandemia, ficamos sem renda. No início, até fazia uns bicos, mas agora não tem mais. Por isso, resolvi começar a vender salgados, isso não tem nem duas semanas”, continua.

Ele contou ainda que a venda dos salgados começou a ser divulgada pelo Facebook. “Coloquei fotos, meu celular e as pessoas começaram a fazer pedidos. Vendo cada salgado por R$ 2, e já tinha algumas encomendas. Eu, minha esposa e meus filhos ajudam na produção”, relata.

Desrespeito e insensibilidade

O que ele não esperava é que ele fosse esbarrar com o preconceito e a crueldade de um cliente em um momento tão difícil da sua vida. Rafael conta que teve um problema com uma encomenda de 54 salgados, e o cliente foi muito desrespeitoso. “O pedido foi feito às 9h dessa terça, e era para eu ter entregue os salgados às 11h. Só que eu não consegui. Liguei para explicar a situação, disse que entregaria às 13h, mas ele não quis me ouvir e começou a me xingar muito. Disse que não sou profissional, que ele estava querendo me ajudar, mas que eu era muito folgado”, desabafa.

Rafael ficou bastante abalado com as ofensas, chorou bastante, e resolveu fazer um desabafo no Facebook. “Eu pensei em parar, sou muito pequeno, um grão de areia no mar. Chorei demais, fiquei muito triste. E não posso passar por isso, tenho problema de coração, então preciso me controlar”, relata.

Solidariedade

O post de Rafael rapidamente viralizou no Facebook e ele recebeu muito apoio. “Muitas pessoas mandaram mensagens de apoio, fiquei surpreso com tanta repercussão. Já tenho muitas encomendas. Só para hoje já são mais de 90 salgados. Os salgados que o cliente não quis, outro já apareceu e disse que vai vir buscar hoje”, continua.

Sensibilizado com a história de Rafael, o site Razões Para Acreditar lançou uma vaquinha para ajudá-lo. Como resultado, o autônomo recebeu a incrível quantia de R$97 mil.

O empreendedor diz que não guarda mágoas do cliente grosseiro. “Peço só que Deus o abençoe, pois foi graças a ele que Deus está me abençoando agora. Peço que ele siga seu caminho em paz”, completa.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de BHAZ e Razões Para Acreditar.
Fotos: Reprodução/Facebook.

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