Os brasileiros João Batista e Marilena estão presos na Ucrânia sem saber como voltar para casa. O casal chegou ao país há cerca de um mês para visitar o filho Guilherme Palma Donadio, de 34 anos, que mora há 5 anos em Lviv (540 km da capital, Kiev), e tem uma filha recém-nascida com sua esposa, a ucraniana Oksana.

O casal, que não fala inglês nem ucraniano, está impossibilitado de fazer a viagem de volta devido à invasão russa à Ucrânia e aos incessantes bombardeios.

“Eu tinha certeza que alguma coisa ia acontecer, mas foi uma surpresa o tamanho desse ataque, por todos os flancos possíveis”, disse Guilherme ao G1. “Meus pais estavam com muito medo, claro. Apesar de morarem em São Paulo com toda a violência que tem aí, bombardeio de avião, de míssil é outra conversa”, diz Guilherme.

Guilherme mora há 5 anos em Lviv — Foto: BBC

Até o momento, Lviv ainda não foi atingida por conflito direto, no entanto, a população aumentou bastante, com milhares de pessoas fugindo de regiões onde está havendo bombardeio. A venda de gasolina está limitada, há toque de recolher durante a noite, filas enormes nos mercados e congestionamento nas estradas que levam à cidade.

O espaço aéreo está impedido, as estradas estão congestionadas e há uma espera de três dias na fronteira com a Polônia para atravessar, de modo que João Batista e Marilena não veem meio de voltar ao Brasil.

Os trens que ainda estão fazendo trajeto para a Polônia estão lotados e é muito difícil conseguir vaga.

Há aglomeração em estação de trem em Lviv – muitas pessoas querem embarcar para a Polônia — Foto: BBC

“Ainda temos internet e eletricidade, estamos seguros na medida do possível, mas não sabemos o que vai acontecer. […] Isso pode acabar a qualquer minuto, pode tocar uma sirene aqui e termos um bombardeio.”, diz Guilherme.

Enquanto busca uma solução para o retorno de seus pais, Guilherme está separado de sua filha recém-nascida e da esposa – ele as deixou em um vilarejo no interior, onde a família dela mora.

“Se houver algum tipo de bombardeio ou conflito armado em Lviv, levo meus pais para o vilarejo e ficamos lá”, diz. “Mas eles querem voltar para o Brasil.”

João e Marilena foram à Ucrânia visitar a netinha Sofia, que havia acabado de nascer — Foto: Arquivo pessoal via BBC

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de G1.
Foto destacada: Arquivo pessoal via BBC

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