Nascida em 3 de setembro de 1890 no seringal Porto Rubin, no Acre, a indígena Maria Lucimar Pereira Kaxinawá pode ser considerada a pessoa mais velha do mundo, afinal ela tem 12 anos a mais que a japonesa Kane Tanaka, de 117, que é detentora do recorde no Guinness Book.

Aos 129 anos, comprovados através da certidão de nascimento, ela hoje mora na Aldeia Boca do Grota, no seringal Curralinho, no interior do Acre, onde é cuidada por um filho, que é o pajé da aldeia.

Maria é lúcida e recebe atendimento médico em casa — Foto: Francisco Claudino Junior/Arquivo pessoal

O representante da Funai, que acompanha a indígena, falou um pouco sobre a indígena e contou ainda que ela não fala muito o português.

“Ela só come comida natural, frango assado, macaxeira cozida, peixe muquinhado [assado na palha da bananeira]. Ela ainda coloca linha no buraco da agulha. Ainda anda, conversa na língua indígena e fala um pouco português, algumas palavras”, contou Brandão.

Além disso, ele garante que Maria Lucimar é lúcida e ainda conta histórias relacionadas ao sofrimento pelo qual passou na juventude e relembra fatos como a chegada dos cearenses e a época em que a borracha ainda era o carro chefe da economia no Acre.

“Ele vive lá e não sai, vai sobrevivendo até quando Deus permitir. Para viver tanto, é o alimento natural, medicina natural o segredo”, acrescentou.

Certidão da indígena mostra que ela nasceu em 1890 — Foto: Pedro Campos, Arquivo pessoal

A indígena é acompanhada pelo pólo de saúde indígena do município de Feijó e recebe visitas na aldeia.

“Realizamos visita domiciliar na casa dela porque já é de idade, então ela não vem até a cidade. A equipe vai até a casa dela e faz a consulta médica”, explicou a enfermeira do polo base indígena de Feijó, Cássia Roberta.

Cássia diz que as reclamações da idosa são relativas a algumas dores no corpo e que não se trata de caso grave de doença.

“O que ela mais se queixa são de dores reumáticas e nas articulações, são queixas normais de idosos e só. Mas, a visão dela é muito boa, apenas a audição dela que precisa que a gente fale mais alto para ela poder ouvir porque está um pouco comprometida”, complementou.

A enfermeira reforçou que ela é lúcida e compreende o que falam com ela. “A idade dela é mesmo essa. Ela é considerada a indígena mais velha”, conclui.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de G1.
Foto destacada: Francisco Claudino Junior/Arquivo pessoal

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