Nem todas as pessoas crescem com os pais por perto, muitas perdem-nos ainda na infância. Com sorte, muitas dessas pessoas podem encontrar em outras formas de afeto o amor que lhes falta. Mutebe Henry, um jovem que vive na Uganda, contou no Facebook a história de como um homem fora de sua família se tornou sua figura paterna.

O pai de Henry faleceu em 1996, quando ele era apenas uma criança, e sua mãe teve que enfrentar a vida trabalhando o dobro para garantir que nada lhe faltasse.

Para que tivesse uma excelente educação, a mãe o matriculou em um colégio de ensino fundamental que funcionava como internato. Ela podia visitá-lo, mas dificilmente tinha tempo para isso. O menino costumava sentir-se muito só, até que um dia recebeu a visita especial de Wilson Dhabangi, trabalhador da cidade onde morava. Foi o início de um vínculo que duraria pára sempre.

Wilson, que trabalhava no transporte de passageiros em uma humilde bicicleta, se solidarizou com Henry ao saber que tinha perdido o pai e estava vivendo em um internato, então decidiu ir lhe fazer companhia. Ele visitou o menino todos os domingos, sem falta, durante os dois anos que ele estudou naquela escola.

“Não importava se estava chovendo ou não, se ele estava doente ou bem. Ele iria andar de bicicleta e vir me visitar”, disse Henry em seu post.

Em meio a tantas conversas que tiveram desde o primeiro encontro no internato, Henry percebeu que Wilson mencionava com frequência a ideia de voar de avião, como se fosse um sonho frustrado. “Ele me disse que se eu trabalhasse muito e ouvisse os professores, voaria em aviões e viajaria para diferentes lugares. Ele disse que, se tivesse sucesso, mesmo pessoas como ele, que nunca estudaram, poderiam ter a chance de voar. Por algum motivo, ele sempre enfatizou o tema do vôo”, contou Henry em seu texto.

É um detalhe que o menino guardou para sempre na memória. Agora que já é adulto, Henry se encontrou com Wilson e Rebecca, uma amiga de sua mãe que também o ajudou, para lhes dar uma bela surpresa. Sem dizer a eles para onde estavam indo, ele os levou em uma viagem de avião para Nairóbi. “Eu finalmente dei a notícia a ele. Wilson chorou e meu coração ficou apertado”, detalhou Henry no Facebook.

Wilson ficou tão empolgado em voar de avião pela primeira vez que não se cansava de fazer perguntas. “Já viajei de aviões várias vezes, mas nunca fiz um vôo tão feliz como hoje”, disse Henry no post.

Henry é muito grato a Wilson por ter lhe estendido a mão quando ele mais precisou, então está decidido a fazer algo ainda maior para agradecer seu melhor amigo: terminar de construir a casa dele. Para isso, Henry está recebendo doações com a ajuda da Uganda Airlines.

“A todos os Wilsons e Rebeccas deste mundo, obrigado por nos dar uma mão, por acreditar em nós e por nos dar amor incondicional. Deus os abençoe”, Henry concluiu em sua mensagem.

Wilson fez de Henry um grande ser humano.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de UPSOCL.

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