No fim de março, a Associação Médica Brasileira (AMB) entregou ao senador Randolfe Rodrigues um projeto de lei que propõe instituir o Exame Nacional de Proficiência da Medicina (ENPM); uma avaliação aos moldes da prova de OAB para advogados, só que para médicos, com testes teóricos e práticos obrigatórios. As informações são da Veja.

A proposta surgiu para atender a uma preocupação da AMB com a proliferação de cursos de medicina de má qualidade no Brasil. Atualmente, 37 mil médicos são formados por ano nos 343 cursos de graduação em território nacional, o segundo maior número do planeta, ficando atrás apenas da Índia.

Para a atuação médica no Brasil exige-se atualmente apenas a conclusão da graduação em algum curso reconhecido e a inscrição no Conselho Regional de Medicina. A medida tem o intuito de garantir uma prática mais segura para os pacientes e transparente para a população.

“Não existe nenhum órgão que ateste a qualidade de formação dos alunos. Muitas escolas surgem de forma indiscriminada, sem a menor preocupação com a excelência do ensino”, disse José Eduardo Lutaif Dolci, diretor científico da AMB. “Se tivermos um exame bem feito, teremos um retorno positivo para toda a sociedade. Outro efeito colateral é que as universidades terão que se preocupar de verdade com a formação do aluno.”

À respeito de alunos da graduação em Medicina, desde 2014 uma resolução institui a Matriz de Competências, parte das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de Medicina, mas que não são rigorosamente cumpridas. “Temos um índice alto de acidentes evitáveis que são fruto de uma instrução duvidosa”, diz Dolci, que também é Diretor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

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Destaques Psicologias do Brasil, com informações de Veja.
Fotos: Reprodução.

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