Ele tem pouca idade, mas seus feitos já são dignos de nota. Brynjar Karl Birgisson, que tem o transtorno do espectro autista (TEA), construiu uma réplica do navio Titanic que foi considerada o maior exemplar do tipo feito com peças de Lego. De acordo com o Titanic Pigeon Forge, museu nos EUA dedicado ao navio, o trabalho de Brynjar Karl Birgisson mede quase 8 metros de comprimento por 1,5 metro de altura, e é o maior do tipo conhecido no mundo. Não é impressionante?!

Réplica do Titanic está exposta em museu nos EUA: adolescente com autismo diz que processo de construção do navio ajudou nos relacionamentos e na escola. — Foto: Divulgação/TitanicPigeonForge.com

A réplica construída pelo garoto esteve em exibição no ano passado no museu, localizado no Tennessee. Mas toda a construção foi feita em um “estaleiro” bem distante dos EUA, já que Birgisson vive na cidade de Reykjavík, capital da Islândia. Quando começou o projeto, ele tinha 10 anos e demorou 11 meses para concluir o trabalho. Atualmente o adolescente tem 15 anos e conta que a decisão de construir a réplica mudou sua vida e a sua relação com o transtorno.

Brynjar Birgisson diz se lembrar de ter começado a brincar com as peças de Lego aos cinco anos. Quando era um garoto já em idade escolar conheceu o Titanic e decidiu construir o navio, inspirado por uma visita a um parque dedicado ao Lego na Dinamarca.

“Meu pai me ajudou com as instruções e fez a planta do navio para a escala do Lego”, explica o adolescente, acrescentando que cada peça de boneco Lego tem 4 cm e foi equiparada no projeto com uma pessoa de tamanho médio de 1,75 metro.

“Já minha mãe foi minha técnica e mentora. Ela ajudou a encontrar caminhos para o sonho se tornar realidade”, conta, explicando que ela foi a responsável por comprar peças, ferramentas, organizar contato com a imprensa e visitas ao projeto. “Muitos obstáculos que uma criança não poderia superar”, comenta.

Brynjar em uma das exibições de sua réplica do Titanic — Foto: Arquivo Pessoal.

“Nunca imaginei que meu projeto pudesse ter tanto impacto. (…) Toda essa jornada me ajudou a sair da sombra do autismo. Eu continuo com autismo e vou continuar, mas eu me treinei para ser ‘o mais normal possível’, isso quer dizer que eu era totalmente incapaz de me comunicar quando comecei o projeto e agora eu me sento e consigo dar entrevistas.”

O garoto explica que, aos 10 anos quando começou a construir o Titanic, uma pessoa o ajudava durante todas as atividades da escola. “Mas hoje eu estudo sem qualquer apoio. Minhas notas subiram e meus colegas de turma me consideram como um dos seus pares”, conta.

E esse é um dos melhores exemplos de como a criatividade pode nos ajudar a superar limitações e desafios. Pois que sejamos criativos!

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Destaques Psicologias do Brasil. Com informações de: G1
Imagem destacada:  Divulgação/TitanicPigeonForge.com

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